Os rodoviários da empresa Amazônia Inter iniciaram uma greve na madrugada desta quinta-feira (18), interrompendo a circulação dos ônibus que fazem a ligação entre Planaltina de Goiás e o Distrito Federal. Segundo a categoria, a paralisação ocorre por causa do atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores.

A mobilização foi divulgada por meio de vídeos publicados nas redes sociais pelos próprios funcionários. Com a suspensão das atividades, milhares de passageiros ficaram sem transporte para se deslocar ao trabalho, à escola e a outros compromissos no DF.

A Amazônia Inter opera linhas interestaduais que ligam Planaltina de Goiás a regiões do Distrito Federal, como Brasília, Planaltina e Sobradinho, além de atender o município de Formosa (GO). Atualmente, a tarifa entre Planaltina de Goiás e o DF custa R$ 11,60.

Esta não é a primeira vez que a empresa enfrenta paralisações. Em anos anteriores, os trabalhadores também cruzaram os braços em protesto contra atrasos salariais e pendências relacionadas a benefícios trabalhistas.

A greve provocou transtornos desde as primeiras horas da manhã, especialmente para moradores do Entorno que dependem diariamente do transporte coletivo para acessar empregos e serviços na capital federal.

A reportagem procurou a empresa Amazônia Inter para comentar as reivindicações dos trabalhadores e informar sobre eventuais medidas para normalizar a operação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Prefeito de Planaltina, Zezinho do Planalto, disse que foi surpreendido pela paralisação da única empresa de transporte do município. “Só essa empresa não está dando conta, dando prejuízo para nossa cidade, Brasília e os usuários. Estou fazendo um ofício e vou até a ANTT e pedir para tomar providências sobre esse transporte”, ressaltou.

O advogado da Amazônia Inter reconheceu que os compromissos de pagamentos de salários não foram cumpridos, além da falta de depósitos dos FGTS do servidor que passa mais de um ano sem o pagamento.

A empresa informou por meio de nota que vai entrar na justiça, alegando a ilegalidade da greve.