O Banco de Brasília (BRB) prepara para os próximos dias o anúncio de um projeto de reestruturação que inclui um Programa de Demissão Voluntária (PDV). A proposta prevê, inicialmente, o desligamento de pelo menos 500 servidores de carreira. A meta estabelecida pelo banco, no entanto, é reduzir em cerca de 20% o quadro de funcionários, o que representaria aproximadamente 700 desligamentos.

Segundo apuração, o projeto já passou por diferentes setores internos do banco e foi analisado, inclusive, pelo Comitê de Risco do BRB. A medida ocorre em meio ao cenário de deterioração financeira enfrentado pela instituição.

A reestruturação prevê medidas para reduzir despesas e adequar a estrutura do banco à atual situação financeira. O PDV deve ser uma das principais ações anunciadas pela instituição.

Ainda de acordo com informações que o Jornal Opção Brasília/ Entorno teve acesso, a folha salarial mais recente do banco público teria sido paga com recursos provenientes de uma operação envolvendo o BTG Pactual, que recentemente adquiriu carteiras imobiliárias do BRB.

Na prática, o banco estaria recorrendo a receitas extraordinárias, como a venda de ativos, para fazer frente a despesas correntes. Esse movimento significa utilizar recursos obtidos a partir da própria estrutura patrimonial da instituição para manter o funcionamento e financiar compromissos de curto prazo.

O cenário reforça a pressão por medidas de redução de custos e reorganização financeira dentro do BRB. A expectativa é de que os detalhes do PDV e das demais medidas do plano de reestruturação sejam divulgados oficialmente nos próximos dias.

Internautas criticam

A possibilidade de desligamento de centenas de servidores do Banco de Brasília também provocou reação nas redes sociais. Entre os comentários, internautas questionaram a gestão do banco e demonstraram preocupação com os funcionários que podem ser atingidos pelo programa.

“Estudei, passei no concurso e agora pagando o “pato” por conta da má gestão desse Ibaneis Rocha. Celina Leão, o que você pretende fazer com os aprovados do concurso do BRB?”, escreveu um internauta.

Outro comentário demonstrou solidariedade aos trabalhadores da instituição: “Deus tenha misericórdia de nós, BRB tem muito trabalhador que não merece isso.”

Houve também quem levantasse dúvidas sobre o futuro do banco após as eleições. “Depois da eleição vai ser vendida a massa falida. Ninguém vai aceitar pagar essa conta”, afirmou outro leitor.

As manifestações ocorrem em um momento de forte preocupação entre funcionários e representantes dos trabalhadores sobre o futuro da instituição. Em junho, servidores do BRB chegaram a realizar mobilizações em defesa da reestruturação financeira do banco e alertaram para os impactos da crise sobre milhares de famílias.