Após mais de uma década de obras, Estação Onoyama tem nova licitação e custo mantido em sigilo
21 outubro 2026 às 11h13

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Mais de dez anos após o início das obras, a Estação Onoyama, em Taguatinga, continua sem receber passageiros. Nesta quarta-feira (21), a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) publicou uma nova licitação para concluir a estrutura, que permanece como uma das pendências da expansão do transporte metroviário na capital.
O edital, divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), prevê a contratação de uma empresa responsável tanto pela elaboração dos projetos necessários quanto pela execução das obras que ainda precisam ser realizadas.
A estação está localizada entre a Praça do Relógio e o Centro Metropolitano, no trecho que conecta Taguatinga a Ceilândia. Apesar de estar inserida em uma região atendida pelo metrô, a estrutura ainda não foi concluída para permitir o embarque e desembarque de passageiros.
Segundo o Metrô-DF, a expectativa é que a abertura da estação acrescente aproximadamente 11 mil usuários por dia ao sistema. O número, entretanto, representa uma projeção da companhia, e não uma demanda já comprovada pela operação.
Valor da obra será conhecido apenas durante a licitação
Um dos pontos que chamam atenção no novo processo é a ausência de divulgação imediata do custo estimado para concluir a estação. De acordo com o Metrô-DF, o orçamento da contratação permanecerá sob sigilo até o início da fase de julgamento das propostas, conforme previsão do Regulamento Interno de Licitações e Contratos da companhia.
Na prática, isso significa que a população ainda não tem acesso ao valor que a administração estima gastar para finalizar uma estrutura cuja construção começou há mais de uma década.
O sigilo do orçamento é um procedimento previsto nas regras de contratação da estatal, mas não elimina a necessidade de transparência sobre os valores efetivamente contratados e a execução dos recursos públicos.
O que ainda falta para a estação funcionar?
A contratação prevista no edital não se limita à finalização de serviços pontuais. A empresa vencedora deverá elaborar os projetos necessários e executar intervenções civis, arquitetônicas e de urbanização, além de concluir instalações prediais e sistemas essenciais ao funcionamento da estação.
A abrangência dos serviços indica que ainda existem etapas relevantes a serem executadas antes da liberação da estrutura ao público.
O material divulgado não esclarece quais intervenções foram concluídas nas fases anteriores, quanto já foi investido desde o início da construção nem os motivos específicos que impediram a entrega ao longo dos últimos dez anos.
Promessa de mais passageiros depende da conclusão das obras
A abertura da Estação Onoyama poderá ampliar as opções de acesso ao transporte sobre trilhos para moradores e trabalhadores de Taguatinga e Ceilândia. A projeção de 11 mil usuários diários indica o potencial de demanda estimado pelo Metrô-DF, mas sua concretização dependerá da conclusão das obras, da integração com outros meios de transporte e das condições efetivas de acesso à estação.
A publicação do edital representa uma nova etapa administrativa, mas não significa que as obras serão retomadas imediatamente. Antes disso, será necessário concluir o processo licitatório, selecionar a empresa responsável e formalizar a contratação.
Após mais de uma década de espera, permanecem sem resposta três questões centrais: quanto custará concluir a estação, quando as obras serão efetivamente retomadas e em que data os passageiros poderão utilizá-la.
