A mobilidade no Entorno do Distrito Federal voltou ao centro das discussões nesta segunda-feira (17/11), durante a apresentação da segunda fase do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Social, Ambiental e Jurídico-Legal (EVTESAL). O encontro ocorreu na Secretaria de Estado do Entorno do DF (SEDF-GO), onde o secretário Pábio Mossoró recebeu pesquisadores do Laboratório de Transportes da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC) e gestores municipais.

A etapa entregue reúne levantamentos preliminares, análises ambientais e pesquisas de deslocamento que vão embasar a futura implantação de um sistema de transporte de média-alta capacidade entre Luziânia (GO) e Santa Maria (DF). O estudo foi contratado pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria-Geral de Governo (SGG-GO).

O encontro também reforçou o alinhamento técnico e político entre os municípios do Entorno Sul, marcados por longos deslocamentos diários rumo ao Distrito Federal. Os pesquisadores detalharam metodologia, cronograma e os primeiros achados sobre os padrões de mobilidade da população — diagnóstico que abrirá espaço para as próximas fases, como testes de traçados, comparação de tecnologias e projeção de cenários reais de demanda.

Pábio Mossoró destacou a relevância do momento. “Esse é um marco para nós do Entorno. Pela primeira vez teremos um estudo sério, com soluções reais e possíveis”, afirmou.

Do ponto de vista técnico, o engenheiro Allan Diego Bockor explicou que a equipe deve concluir ainda neste ano a primeira etapa completa do EVTESAL, consolidando dados de origem e destino, traçados preliminares e volumes de viagens. “Esses números vão indicar qual é o modo mais viável e permitir projetar a demanda real ao longo do tempo”, disse.

Jean Damas, gerente de Políticas de Transporte e Mobilidade da SGG-GO, reforçou o papel dos municípios na qualidade do estudo. “Estamos disponíveis para tirar dúvidas e conversar com quem for preciso. Nosso trabalho é garantir essa ponte para que tenhamos o melhor resultado possível.”

A partir da entrega, o estudo segue para a caracterização detalhada do trecho e simulação dos primeiros cenários. Depois virão modelagem econômica, análise de custos, integração com os sistemas locais e preparação para audiência pública. A expectativa é que o projeto resulte em viagens mais rápidas, seguras e previsíveis para milhares de moradores que diariamente se deslocam entre Goiás e o DF.

Participaram da reunião representantes de agências municipais de trânsito e regulação, além de equipes técnicas de Luziânia, Águas Lindas e outras cidades envolvidas.