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Passagem inferior do primeiro viaduto foi liberada para o tráfego nesta quinta-feira (2). Obra faz parte da duplicação de 12 quilômetros da BR-020, incluída no Novo PAC, e deve ser concluída no próximo mês.
O cancelamento da festa do aniversário de Brasília, com a destinação de R$ 25 milhões e o anúncio de zerar a fila das cirurgias para a Saúde são, antes de tudo, um gesto político. A decisão transmite a mensagem de que o Governo de Celina Leão (PP) reconhece a gravidade da situação enfrentada pela rede pública. O problema é que, diante da sucessão de crises registradas nas últimas semanas, o reforço financeiro chega em um cenário em que a discussão deixou de ser apenas sobre orçamento e passou a ser sobre capacidade de gestão.
Os episódios se acumulam em ritmo que transforma casos isolados em sintomas de uma crise mais ampla e generalizada. No Hospital Regional de Ceilândia, pacientes ficaram sem atendimento ortopédico por falta de insumos, apesar da presença de médicos. A situação também atingiu o Hospital Regional de Taguatinga, deixando duas das principais unidades da região sem capacidade para atender uma especialidade essencial. Quando hospitais de referência deixam de oferecer serviços básicos por falta de materiais, o problema deixa de ser operacional e passa a evidenciar falhas de planejamento e abastecimento.
Os relatos de pacientes também reforçam a percepção de uma rede sob forte pressão. Um idoso de 78 anos, cadeirante, diabético, hipertenso e com sequelas de AVC, teria deixado o Hospital Regional de Ceilândia sem o suporte necessário para retornar para casa. No Hospital de Base, um paciente denunciou ter aguardado 18 dias por uma cirurgia e recebido alta sem a realização do procedimento, justamente no período em que o governo inaugurava um novo centro cirúrgico como símbolo da ampliação da capacidade de atendimento. O paciente diz, que a retirada dos pacientes foi explicada para que os gestores e a governadora não tivessem acesso aos internados.
Espera de 15 anos por exame
O drama vivido por uma família do Distrito Federal reforça as críticas à demora no atendimento da rede pública de saúde. Viviane Macedo, filha de uma paciente que morreu após complicações de saúde, afirma que a mãe aguardou por anos exames e consultas especializadas e, dias após o falecimento, a família recebeu uma convocação para a realização de procedimentos que nunca chegaram a ser feitos em vida.
Segundo Viviane, a mãe apresentava há anos sintomas como crises frequentes de azia e episódios de desidratação. Mesmo sendo obesa e considerada paciente de grupo prioritário, ela afirma que a família aguardava havia anos por uma endoscopia e outros exames de imagem solicitados pela rede pública.
De acordo com o relato, o diagnóstico só foi confirmado quando a paciente já apresentava um quadro grave de úlcera perfurativa no intestino delgado.
A filha conta que a mãe permaneceu quatro dias internada na UPA do Gama recebendo tratamento paliativo até conseguir realizar uma tomografia. Após o exame, ainda teria aguardado mais dois dias pela cirurgia e cerca de um dia e meio por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "A demora aconteceu em todas as etapas. Esperamos pela tomografia, pela cirurgia, pela UTI e até pela ambulância especializada para fazer a transferência. Disseram que havia apenas duas para atender todo o Distrito Federal", relata.
Viviane também afirma que a mãe convivia com artrose no joelho desde 2011 e aguardava atendimento ortopédico pela rede pública. Segundo ela, um dia após a morte da paciente, a família recebeu uma mensagem convocando-a para uma consulta com ortopedista. "Minha mãe esperou cerca de 15 anos por uma consulta. Ela morreu sem conseguir operar. Faltava pouco para uma cirurgia no Hospital Sarah, mas, se dependesse da rede pública do GDF, acredito que ela nunca conseguiria esse atendimento", afirma.
Para a filha, a sequência de esperas evidencia problemas estruturais na saúde pública do Distrito Federal. "Os recursos, os hospitais, as ambulâncias e os tratamentos parecem esquecidos. Quem está do outro lado sofre enquanto espera por um atendimento que muitas vezes chega tarde demais", conclui.

Farmácia de alto custo
Nem mesmo a distribuição de medicamentos escapou das reclamações. Pacientes da Farmácia de Alto Custo do Gama denunciaram que a unidade encerrou o atendimento antes do horário previsto no último dia do mês junho, impedindo a retirada de remédios indispensáveis para tratamentos contínuos.
Pacientes que dependem da Farmácia de Alto Custo da 102 Sul, em Brasília, denunciam demora excessiva, longas filas e dificuldades para conseguir atendimento na unidade responsável pela dispensação de medicamentos de uso contínuo e alto valor. Os remédios fornecidos no local são considerados essenciais para a sobrevivência e qualidade de vida de pessoas com doenças crônicas e autoimunes. São horas de espera, dificuldades para renovar cadastro e problemas no atendimento da unidade da Asa Sul. Medicamentos distribuídos no local são essenciais para a sobrevivência de pessoas com diabetes, lúpus, TDAH e doenças autoimunes.

Atenção básica
Nesta semana, a equipe de reportagem do Jornal Opção Brasília/Entorno, percorreu unidades de saúde para conhecer a situação. No Posto de Saúde 2 do Guará, ao chegar no período da tarde, a unidade de atendimento estava sem servidores e sem segurança, o acesso livre a todas as salas. Depois de quase 30 minutos apareceram alguns servidores e um vigilante. Pacientes aguardavam consultas e liberação de medicamentos para tratamento.
Uma grande fila, com cerca de 12 pessoas, entre bebês de colo, idosos e crianças autistas esperavam imunização. Eles esperaram mais de uma hora para receber a imunização e muitos estavam revoltados com a falta de medicamento. Uma mãe foi liberada, por falta da vacina BCG na unidade de saúde.
Arraiá na UPA
O episódio gerou críticas à condução da rede pública na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II. Na noite de quinta-feira (25), funcionários e colaboradores promoveram um arraial nas dependências da unidade durante o horário de expediente. Enquanto a confraternização acontecia, pacientes relataram que a UPA seguia com grande fluxo de atendimento e longos períodos de espera, o que provocou questionamentos sobre a adequação da realização de um evento festivo em uma unidade de urgência e emergência em pleno funcionamento. O episódio ampliou a percepção de insatisfação entre usuários da rede, que cobram prioridade ao atendimento e melhorias na prestação dos serviços de saúde.
Atendimentos no Entorno
Enquanto isso, cresce o número de moradores do Distrito Federal que procuram atendimento em hospitais do Entorno, em municípios como Valparaíso, Novo Gama e Formosa. O movimento, que antes era pontual, tornou-se cada vez mais frequente e expõe a perda de confiança de parte da população na capacidade da rede pública distrital de responder à demanda.
O anúncio dos R$ 25 milhões ajuda a construir uma resposta política diante da repercussão negativa, mas dificilmente será suficiente para alterar, no curto prazo, a percepção da população. Afinal, a crise não é medida apenas pelo valor investido, mas pela experiência de quem enfrenta filas, encontra serviços suspensos, espera meses por procedimentos ou precisa deixar o Distrito Federal para conseguir atendimento.
Em um governo que busca consolidar sua imagem administrativa, a Saúde deixou de ser apenas uma área de políticas públicas. Tornou-se o principal teste de credibilidade da gestão. E, até o momento, é também seu maior passivo político.
O que diz a Secretaria de Saúde do DF
A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde respondeu através de nota:
- Encaminhamento de pacientes para Taguatinga
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) é uma unidade de referência que realiza mais de 500 mil procedimentos por ano. Em períodos de maior demanda, os atendimentos de urgência e emergência são priorizados, o que pode impactar o fluxo assistencial. A SES-DF mantém concurso público vigente e vem realizando nomeações contínuas. Somente em 2026, já foram nomeados 1.209 servidores em diversas especialidades. - UBS Guará II – ausência de servidores e segurança
A SES-DF esclarece que, na última quarta-feira, a UBS Guará II funcionou normalmente. Todos os servidores escalados estavam em exercício e a segurança patrimonial permaneceu ativa durante todo o expediente.
- Fila na sala de vacinação da UBS Guará II
No dia citado, a unidade realizou 65 atendimentos na sala de vacinação, com mais de 100 doses aplicadas. O atendimento da sala de vacinação foi temporariamente interrompida para a realização da limpeza terminal, procedimento obrigatório de biossegurança que garante a conservação adequada das vacinas e a segurança dos usuários.
- Caso do senhor Benício no Hospital Regional de Ceilândia
Precisamos do nome completo e CPF do paciente para que possamos apurar a demanda.
- Farmácia de Alto Custo
Nos primeiros dias de cada mês há aumento da procura pelos serviços, o que pode ampliar o tempo de espera. Para reduzir esse tempo, a SES-DF orienta que os usuários realizem o agendamento prévio para retirada dos medicamentos pelo portal Agenda DF.
Os agendamentos podem ser feitos pelo site:
https://agenda.df.gov.br
Parcela de R$ 1 milhão prevista para maio ainda não foi paga pela Secretaria de Cultura. Cinema tem funcionamento garantido até o fim de julho graças ao uso excepcional de recursos próprios.
Segundo a acusação, as duas teriam ameaçado divulgar vídeos íntimos de uma testemunha para que ela retirasse a denúncia contra o ex-piloto, réu pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira.
Obra financiada com valores de prestações pecuniárias ampliou a estrutura do 60º Batalhão da Polícia Militar; entrega integra pacote de mais de R$ 112 milhões em investimentos anunciados para os 110 anos do município.
Presidente nacional do PL afirma que Izalci é o nome para o Senado, ao lado de Bia Kicis, em eventual desistência de Michelle Bolsonaro.
Decisão do ministro Flávio Dino determina buscas, quebras de sigilo bancário e fiscal e aprofunda investigação sobre suposto esquema de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), empresários e empresas ligadas ao caso.
Pré-candidato ao GDF afirma que negociações seguem até as convenções de 26 de julho; diz que apoio de Caiado e Kassab fortalece projeto da legenda no Distrito Federal.
Investigação começou após morador do Riacho Fundo perder dinheiro ao ser intimidado por criminosos que se passavam por integrantes de organização criminosa; grupo atuava de dentro de presídio e usava contas de terceiros para receber os valores.
Por Cintia Ferreira
Com o propósito de popularizar o acesso à cultura, o ator Paulo Betti, percorre o Brasil há 10 anos com a peça, "Autobiografia Autorizada", que mistura memórias, humor e emoção para contar a história do ator desde a infância no interior paulista até a consagração nos palcos e na televisão.
O ator paulista Paulo Betti levou ao palco do Teatro Marie Padille, em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, um espetáculo que vai além da interpretação. Em "Autobiografia Autorizada", o artista compartilha lembranças da infância, da família, dos primeiros contatos com a arte e da caminhada que o transformou em um dos nomes mais conhecidos do teatro, do cinema e da televisão brasileira.
A apresentação reuniu cerca de 200 moradores da cidade e visitantes em uma noite marcada por emoção, humor e identificação com as histórias narradas pelo ator. Em cena, Betti interpreta personagens que fizeram parte de sua vida e revisita momentos que ajudaram a construir sua identidade artística, em um relato íntimo que aproxima o público de sua trajetória, lembrando de parentes, vizinhos e amigos relevantes para sua vida.
A peça nasceu a partir do livro homônimo escrito pelo próprio ator e estreou em março de 2015, no Rio de Janeiro. Desde então, percorre o Brasil há uma década, passando por capitais como Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba e Brasília, além de dezenas de cidades do interior. O espetáculo também cruzou fronteiras e foi apresentado em Portugal e em Luanda, capital de Angola.

No palco, Paulo Betti relembra a infância na Vila Leão, em Sorocaba (SP), cenário que define como sua "Macondo" particular uma referência ao universo criado por Gabriel García Márquez. Filho caçula de Ernesto e Adelaide, uma benzedeira, o ator revive a convivência em uma família numerosa, as dificuldades financeiras, a influência da imigração italiana e os acontecimentos que marcaram sua juventude.
Entre as passagens mais marcantes está o momento em que, ainda menino, assistiu ao filme "O Pagador de Promessas" em um oratório de igreja. A experiência despertou o interesse pela arte e mudou os rumos de sua vida, iniciando uma carreira que mais tarde o levaria aos grandes palcos e às produções da televisão brasileira.
Embora trate de experiências pessoais, a montagem encontra eco nas histórias de milhares de brasileiros. Após autografar seus livros e tirar fotos com os fãs, o ator, recebeu a equipe do Jornal Opção Brasília / Entorno. Em uma conversa descontraída, o ator lembra da sua trajetória simples e humilde na área rural do interior de São Paulo. Segundo ele, a identificação de sua história com o público é que a torna um sucesso. "É uma história da roça para a cidade. Minha família saiu do campo para trabalhar nas fábricas de Sorocaba. Quando as pessoas assistem à peça, acabam se reconhecendo nela e sentem vontade de contar também suas próprias histórias", afirmou.
Segundo o ator, o espetáculo também faz um convite para que as pessoas preservem suas memórias e valorizem a escrita. Ao longo da apresentação, ele destaca a importância das anotações feitas à mão e da construção das lembranças familiares como forma de preservar identidades e afetos.
Paulo Betti também falou sobre a importância de projetos culturais que levam espetáculos a cidades longe dos grandes centros. Para ele, democratizar o acesso ao teatro é uma forma de ampliar horizontes, estimular o pensamento crítico e fortalecer a economia local.
O ator destacou que o incentivo à cultura beneficia não apenas artistas, mas toda uma cadeia econômica envolvida na realização de eventos. "A cultura movimenta restaurantes, hotéis, transporte, comércio e gera empregos. Ela amplia o conhecimento das pessoas e também movimenta a economia. Cada real investido retorna para a sociedade de diferentes formas", acrescentou.

Aula prática de teatro
Mais cedo, no período da tarde, a comunidade de Alexânia teve a oportunidade de participar de uma aula prática de teatro com o ator Paulo Betti. O ator com 50 anos de carreira nos palcos, pode compartilhar sua experiência para cerca de 50 pessoas da cidade. Para muitos, uma oportunidade única.

Momento intimista
Após a peça realizada no teatro às margens da BR-060, o ator foi agraciado com uma recepção à altura numa pousada de Alexânia. Ao chegar, ele foi recepcionado pelos idealizadores do Teatro Marie Padille, Edna Pinato, Arnoldo Jacaúna, Henrique Pinato e Priscila Pinato. O cardápio da noite fria de lua cheia, foi uma tradicional tachada, um verdadeiro resgate da culinária caipira do Brasil Central. Os convidados ficavam ao redor do fogo de chão, proporcionando um ambiente ainda mais aconchegante.
O repertório ficou por conta do grupo Vivência Vozes da Terra (VVT) que trouxe clássicos da Música Popular Brasileira, em paralelo a Companhia de Ballet Marie Padille, apresentava coreografias e encenações teatrais para introduzir e acompanhar cada canção. A apresentação foi marcada por coreografias de forte expressão cultural.
Próxima parada
Depois da apresentação em Alexânia, o ator seguiu viagem para dar continuidade à turnê nacional. No Próximo dia 09/07, a peça será realizada em Brasília, no Teatro Plínio Marcos.
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