Operação prende militares, civis e advogada, suspeitos de extorsão em Luziânia
29 novembro 2025 às 12h26

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A Polícia Militar do Estado de Goiás informou que a Polícia Civil, junto com a Corregedoria da PMGO, realizou uma operação em Luziânia após o compartilhamento de informações entre as instituições. Foram cumpridos mandados de prisão contra três militares e uma pessoa civil, todos suspeitos de extorsão, agiotagem e outros crimes. Os militares já estavam afastados e atuavam somente em funções administrativas. As irregularidades teriam ocorrido fora do ambiente de serviço.
A PMGO destacou que não aceita condutas ilegais praticadas por seus integrantes e que as medidas administrativas serão aplicadas conforme as normas internas. A corporação também informou que segue colaborando com as investigações conduzidas no âmbito judicial.
Segundo as informações divulgadas, os militares detidos foram encaminhados ao Presídio Militar, em Goiânia. A mulher presa foi levada ao Presídio Feminino de Luziânia, e os demais envolvidos foram encaminhados ao CPP da cidade.
Os crimes investigados são: usura (agiotagem), posse ilegal de arma de fogo, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Durante as apurações, um vídeo mostra o momento em que um homem é torturado pela então advogada investigada e por outras pessoas. Nas imagens, é possível ver que ela manda o homem levantar os braços e o atinge com um taco. Outro vídeo que circula mostra um dos envolvidos utilizando o mesmo taco enquanto cobra da administração da prefeitura a retirada de umas cadeiras que teriam sido construídas na frente de uma casa.
Nota da OAB-GO
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, por meio da Subseção de Luziânia, informou que está acompanhando o caso que envolve uma advogada da região. A entidade afirmou que buscará todas as informações oficiais antes de qualquer manifestação conclusiva.
A OAB-GO reforçou que atua sempre em defesa do Estado Democrático de Direito, da ética profissional e do devido processo legal, garantindo o contraditório e a ampla defesa. A instituição acrescentou que, após a confirmação dos fatos pelas autoridades, adotará as medidas cabíveis dentro dos trâmites do Tribunal de Ética e Disciplina.
A Ordem reiterou que não compactua com condutas que ferem a dignidade da profissão, mas também não se posiciona com base em informações preliminares ou sem respaldo oficial.
