A família de Leandro Soares Torquato Rincon, de 25 anos, relata insatisfação com o atendimento prestado ao paciente durante a internação em unidade da rede estadual de saúde. Segundo os familiares, houve divergência de informações sobre o estado de saúde, a necessidade de cirurgia e a possibilidade de transferência do paciente para outra unidade.

De acordo com a irmã, Larissa Rincon, Leandro deu entrada inicialmente em uma UPA e, posteriormente, foi encaminhado para a UTI. A família afirma que, em um primeiro momento, foi informada sobre a existência de indicação cirúrgica, incluindo relatos de possível necrose no pâncreas, com inscrição do paciente na regulação para cirurgia digestiva. Em outros momentos, no entanto, os médicos teriam informado que não havia necessidade de cirurgia e que o quadro era considerado estável.

“Cada médico fala uma coisa diferente, e até agora a gente não sabe se ele precisa ou não de cirurgia”, afirmou Larissa. Segundo ela, o irmão entrou no hospital consciente, andando e conversando, mas ao longo da internação deixou de andar, apresentou inchaço e piora no estado físico. A família também relata dificuldades para obter relatórios médicos detalhados e afirma que perdeu uma oportunidade de transferência por falta de documentação atualizada.

Ainda segundo os familiares, houve demora em receber esclarecimentos da equipe médica, o que gerou revolta. A família, com cerca de 10 integrantes, afirma que permaneceu no hospital aguardando respostas e que a polícia foi acionada sob a alegação de tumulto, o que eles negam, dizendo que estavam apenas reunidos em busca de informações.

Em entrevista, o pai demonstrou desespero ao pedir providências. Em meio à emoção, afirmou que preferia que a situação tivesse recaído sobre ele, e não sobre o filho, ressaltando que o jovem ainda é novo e não teve a chance de viver plenamente.

Familiares, tentaram na manhã desta segunda-feira (05), conversar com o diretor do Hospital, foram recebidos em sua sala, porém, não tiveram um diagnóstico real do paciente. O mesmo informou para que solicitasse ao médico de plantão, no momento da visita, às 15h, para detalhar um relatório. Mas que o paciente encontra-se assistido com os cuidados adequados.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que o paciente foi internado na UTI 2 do Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás no dia 24 de dezembro de 2025, após encaminhamento da UPA Mansões Odisseia, por meio da Central Estadual de Regulação.

Segundo a secretaria, desde a internação, Leandro recebe cuidados contínuos da equipe médica e multiprofissional. Após exames e avaliações, foi diagnosticado com pancreatite aguda e pneumonia, com acúmulo de líquido no pulmão.

A SES-GO afirmou que a equipe especializada avaliou o caso e que, no momento, não há indicação de cirurgia, sendo mantido o tratamento clínico. O paciente segue internado na UTI, com monitoramento constante e acompanhamento diário.

A pasta informou ainda que, no dia 3 de janeiro de 2026, houve agravamento do quadro clínico, o que exigiu o uso de suporte respiratório. Atualmente, segundo a secretaria, o paciente apresenta quadro estável e está em processo de retirada gradual do suporte respiratório, conforme a evolução clínica.

Sobre a transferência, a SES-GO informou que a solicitação foi feita a pedido da família e que o processo está sendo conduzido pela Central Estadual de Regulação, de acordo com os fluxos do Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria reforçou que a demanda segue em andamento.