Plano de saúde surge como 3º maior desejo dos brasileiros, atrás apenas de casa e carro
03 janeiro 2026 às 10h11

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Depois da casa própria e do carro, o plano de saúde ocupa a terceira posição na lista de desejos dos brasileiros. A prioridade revela uma mudança de comportamento: mais do que bens materiais, a população quer segurança, conforto e acesso à saúde.
Em um país onde o sistema público enfrenta superlotação, o plano de saúde tem sido visto como uma alternativa para garantir atendimento médico rápido e principalmente para especialidades específicas. Atualmente, mais de 49 milhões de pessoas estão vinculadas a algum plano de saúde no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A percepção de que o plano era algo distante ou restrito a poucos ainda existe, mas vem mudando. O gerente comercial Wanderson Vidal, pai de primeira viagem, conta que por muito tempo enxergou o plano de saúde como um luxo fora de alcance. “Sempre que precisei de atendimento médico, recorri ao Hospital Regional de Taguatinga. Depois de horas de espera e da falta frequente de médicos, o sentimento era sempre de frustração”, relata.
Wanderson lembra que as cenas vistas nos noticiários reforçavam a sensação de impotência. “São pessoas aguardando dias por atendimento em corredores. Em alguns casos, a demora termina em morte.” Hoje, a visão é diferente. “Ter um plano de saúde vai muito além do atendimento médico. Representa tranquilidade, dignidade e a certeza de ser tratado com respeito e qualidade quando mais preciso”, diz.
Para o especialista em planos de saúde Manoel Alexandre de Oliveira, o mercado passou a oferecer opções mais acessíveis para todas as idades. “É possível encontrar planos adequados a diferentes perfis. Tudo começa com a análise do uso que a pessoa faz do sistema de saúde”, explica. Ele destaca os planos com coparticipação, que têm mensalidades menores e são indicados para quem utiliza menos consultas e exames.
O estilo de vida também pesa na escolha. Quem não costuma viajar pode optar por planos regionais, com custo mais baixo. Já usuários que se deslocam com frequência precisam de cobertura nacional ou até internacional para garantir assistência fora de casa.
Diante desse cenário, o plano de saúde deixa de ser apenas um desejo e passa a ser encarado como investimento — em qualidade de vida, segurança e bem-estar. A orientação dos especialistas é pesquisar, comparar operadoras e avaliar o melhor custo-benefício antes da contratação.
