O deslocamento diário entre o Entorno e Brasília continua sendo um desafio para milhares de pessoas. Em Valparaíso, na manhã desta sexta-feira (29), o fluxo intenso de veículos chamou atenção. Em determinados momentos, o trânsito chegou a ficar parado, reflexo do grande número de trabalhadores e estudantes que se deslocam todos os dias para a capital federal.

A região do Entorno reúne cerca de 4,8 milhões de moradores, sendo considerada a quarta maior região metropolitana do país. Para tentar reduzir os problemas no transporte, os governos de Goiás e do Distrito Federal discutem a criação de um consórcio que deve dividir responsabilidades e custos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção Entorno, em junho, o secretário do Entorno do DF, Cristian Ferreira Viana, anunciou que a formalização do consórcio ocorrerá em agosto. A partir disso, seria possível liberar recursos e dar início às obras do BRT entre Luziânia e Brasília ainda no segundo semestre de 2025.

No entanto, a assessoria do Entorno esclareceu que o projeto do BRT está diretamente ligado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ainda se encontra em fase burocrática. O Ministério das Cidades solicitou a elaboração de um estudo técnico preliminar, para avaliar impactos e viabilidade. O contrato desse estudo foi assinado no primeiro semestre deste ano e deve levar de 10 meses a um ano para ser concluído.

Somente após a conclusão desse estudo é que será elaborado o projeto executivo, seguido da abertura de licitação para definir a empresa responsável pela obra. Com isso, a expectativa oficial é de que a construção do BRT comece apenas em 2026.

Enquanto o projeto segue no papel, a população enfrenta diariamente ônibus lotados, atrasos e o crescimento do transporte pirata. Em alguns momentos, a fila para carros particulares foi até maior do que a dos coletivos.

O consórcio entre DF e Goiás deve representar um avanço na gestão da mobilidade, destravando investimentos e permitindo a integração de diferentes modais. Mas, até a execução do BRT, a rotina segue de longas esperas e viagens cansativas para quem depende do transporte público no Entorno.