A Polícia Civil de Goiás realizou a quebra do sigilo telefônico da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, desaparecida há mais de 70 dias. A informação foi confirmada em entrevista ao Jornal Opção Entorno.

A delegada Aline Rodrigues, de Corumbá de Goiás afirmou que também houve a quebra do sigilo bancário da biomédica. Segundo ela, não foi identificada nenhuma movimentação financeira após o desaparecimento.

“Ela não fez nenhuma transação através das contas bancárias dela, nenhuma movimentação após o seu desaparecimento. A última movimentação, que foi confirmada também depois da quebra de sigilo bancário, foi a transferência que ela fez para a mãe, no total de R$ 10.400, pouco antes dela sair de casa e ser vista pela última vez”, disse a delegada.

O desaparecimento de Érika ocorreu no dia 1º de novembro, após ela deixar o carro no meio da rua, em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

Sobre as buscas, a delegada destacou a ampliação da área investigada. “Nós tínhamos a esperança de pelo menos poder encontrar o celular dela, mas infelizmente nada foi encontrado. Sem vestígios da Érika e do celular”, afirmou.

A polícia identificou ainda que a biomédica não utilizou aplicativos de transporte, de locação temporária ou de pedidos de comida após o desaparecimento. Segundo a delegada, também foram feitas buscas junto a companhias aéreas, com apoio da Polícia Federal, mas nenhum registro foi encontrado.

Com a informação de que Érika não saiu do país, as buscas foram ampliadas com o apoio do Corpo de Bombeiros e com o uso de cães farejadores.

A biomédica havia saído de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, com destino à casa do pai, em Jataí, no sudoeste goiano. De acordo com o irmão, Júlio César de Sousa, o último contato com a família ocorreu na manhã do dia 1º de novembro, quando ela estava em Corumbá de Goiás e relatou que teve um problema no carro e precisou parar.