Operação no DF e Entorno prende dois suspeitos de homicídios em hospital de Taguatinga
19 janeiro 2026 às 11h46

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Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em três homicídios ocorridos dentro de um hospital em Taguatinga, no Distrito Federal. Os crimes teriam acontecido nos dias 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025, no Hospital Anchieta.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), as prisões ocorreram na manhã do dia 11 de janeiro, durante a deflagração da Operação Anúbis. No entanto, as informações só foram divulgadas nesta segunda-feira (19). A ação foi coordenada pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão nas regiões de Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. Na última quinta-feira (15), a polícia realizou a segunda fase da operação, quando foi cumprido outro mandado de prisão temporária contra uma das investigadas e apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.
O coordenador da CHPP, delegado Wisllei Salomão, deve conceder entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), às 9h30, no auditório do DPE, localizado no complexo da PCDF, ao lado do Parque da Cidade.
Em nota, o Hospital Anchieta S.A. informou que, ao identificar situações consideradas atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva, instaurou um comitê interno de análise e realizou investigação própria. De acordo com o hospital, em menos de vinte dias foram encontradas evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, que foram encaminhadas às autoridades.
Ainda segundo a instituição, com base nessas informações, o próprio hospital solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão dos envolvidos, que já não faziam parte do quadro de funcionários. As prisões ocorreram nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
O hospital afirmou também que entrou em contato com as famílias das vítimas para prestar esclarecimentos e destacou que o caso corre em segredo de justiça, o que impede a divulgação de mais detalhes. A instituição declarou que colabora com as investigações e se solidarizou com os familiares das vítimas.
