Meia hora antes da implosão, a Defesa Civil do Distrito Federal havia emitido um alerta extremo à população. A mensagem informava: “Defesa Civil: alerta de colapso de edificação – implosão do Torre Palace Hotel. Se mantenha fora da zona de exclusão até a liberação pela Defesa Civil do DF”.

Uma multidão acompanhou a implosão do Torre Palace Hotel, um dos prédios mais históricos de Brasília. O edifício, que foi o primeiro hotel de luxo construído na capital federal, foi demolido na manhã deste domingo (25), a partir das 10h, e em cerca de dois segundos já estava totalmente no chão.

Entre as pessoas que acompanharam o momento estava José Alberto, de 78 anos, que trabalhou no hotel. Ele disse que ficou emocionado ao ver o prédio ir ao chão. “Eu fico emocionado em ver ele ir para o chão, mas sei que era necessário, primeiro pelo risco e segundo, pela quantidade de usuários que ficavam no local, além de deixar o centro de Brasília feio demais”, afirmou.

A implosão havia sido marcada para este domingo e foi realizada por meio de uma operação integrada, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e pela Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil. A ação contou com a participação de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal, responsáveis pela segurança, emergência, trânsito e serviços essenciais.

Durante a operação, a Polícia Militar atuou na segurança do perímetro e no controle de acesso, enquanto o Corpo de Bombeiros foi responsável pelos alertas e apoio operacional. O Detran realizou os bloqueios viários e a retirada de veículos. Equipes do Samu ficaram de prontidão para atendimentos de urgência, caso fosse necessário. Também houve desligamento preventivo de energia elétrica e do abastecimento de água no local.

O plano seguiu os protocolos do Sistema de Comando de Incidentes, com evacuação de prédios próximos, isolamento em um raio de até 300 metros e fiscalização rigorosa para impedir a circulação de pessoas durante a implosão. Após a detonação, equipes técnicas realizaram vistorias no local e nas edificações do entorno, além do controle da poeira e da limpeza das vias, antes da liberação gradual da área.