Presidente da CLDF diz que análise de pedidos de impeachment de Ibaneis ficará para depois do Carnaval
04 fevereiro 2026 às 09h44

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) retomou os trabalhos nesta terça-feira (3), com a primeira sessão de 2026 após o recesso iniciado em 15 de dezembro. O encontro marcou o início oficial do ano legislativo, mas não houve votação de projetos.
Os debates do dia ficaram concentrados em dois temas: a investigação sobre a relação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master e os pedidos de impeachment apresentados contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), relacionados a esse caso.
O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), informou que os pedidos passarão primeiro por análise da Procuradoria da Casa. Segundo ele, somente após esse parecer o tema será avaliado pela Mesa Diretora.
De acordo com o presidente da Câmara, o prazo para essa etapa é de até 20 dias úteis, o que deve levar a discussão para depois do carnaval. Ele explicou que, a partir do parecer técnico, os deputados poderão avaliar politicamente os processos.
Durante a sessão de abertura, não houve a presença de representantes do Poder Executivo. Wellington Luiz afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo, após diálogo com o governador Ibaneis Rocha e com o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.
Em coletiva de imprensa, o governador Ibaneis Rocha (MDB) comentou os pedidos de impeachment e afirmou que as iniciativas fazem parte do papel da oposição. “Isso é normal, é o papel da oposição. É extremamente democrático que eles o façam, mas estamos totalmente limpos em relação a isso. Eu acredito que não seja nem aberta”, disse o governador.
A condução da sessão e a ausência do Executivo foram criticadas por parlamentares da oposição. O deputado distrital Fábio Félix (PSOL) questionou a afirmação do governador de que não teria conhecimento das negociações entre o BRB e o Banco Master. “Falar que essa pessoa não sabia é falar sobre a incapacidade dessa pessoa de conduzir o processo de solução do BRB e da melhoria do contexto político e da crise agora”, afirmou o parlamentar.
