Câmara pode votar fim da escala 6×1 em maio, diz Hugo Motta
11 fevereiro 2026 às 18h00

COMPARTILHAR
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (10) que a redução da jornada de trabalho na escala 6×1 está entre as principais pautas da Casa para este ano. Em publicação nas redes sociais, ele informou que a proposta pode ser votada no mês de maio.
Atualmente, tramitam na Câmara duas propostas sobre o tema: a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton, e a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes.
Após participar de um evento promovido pelo banco BTG Pactual, em São Paulo, Motta declarou que o Brasil precisa acompanhar as mudanças no mundo. “O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, escreveu.
Além da discussão sobre a escala 6×1, o presidente da Câmara destacou outras prioridades para o ano, como a análise do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que depende da aprovação do Congresso Nacional, e a votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) relacionadas à Segurança Pública.
Sobre a PEC da Segurança, Motta afirmou que o tema deve voltar à pauta após o Carnaval. Segundo ele, a expectativa é que, depois de passar pela Comissão Especial, a proposta seja levada ao plenário. “Devemos agora, após o Carnaval, retomar este tema [a PEC da Segurança]. Espero que, passando na Comissão Especial, possamos levar ao plenário a pauta da segurança pública, uma pauta inadiável”, disse.
Em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia, Motta explicou que o texto precisa ser analisado primeiro por uma comissão mista, o que ele acredita que pode ocorrer na semana seguinte ao Carnaval. Depois disso, a proposta seguirá para votação no plenário.
O presidente afirmou ainda que, caso o tratado seja aprovado pela Câmara e pelo Senado, o Brasil poderá iniciar negociações com países europeus para abertura de mercados. “Sendo validado pela Câmara e pelo Senado, o Brasil já pode iniciar as tratativas com os países da Europa que irão abrir os mercados e, com isso, vamos ter um avanço significativo nas relações do nosso agronegócio e tantos outros setores que irão se beneficiar com esse acordo comercial, que é uma prioridade para o Brasil”, declarou.
