Polícia Civil prende últimos foragidos de grupo investigado por agiotagem e extorsão em Luziânia
16 abril 2026 às 20h10

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*Por Cintia Ferreira
A Polícia Civil de Goiás prendeu os dois últimos investigados que estavam foragidos na Operação Mão de Ferro, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.
As prisões ocorreram durante nova fase da operação, conduzida por equipes da 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). A ação é um desdobramento da primeira etapa, realizada anteriormente, que já havia resultado na prisão de outros integrantes do grupo, incluindo policiais militares e uma advogada.
De acordo com a Polícia Civil, os dois suspeitos capturados nesta fase eram os últimos membros da organização que ainda permaneciam foragidos. Após trabalho investigativo que envolveu monitoramento contínuo, cruzamento de dados e uso de inteligência policial, os agentes conseguiram identificar a localização dos alvos.
Com a confirmação de que os investigados estavam no mesmo local, foi realizada uma operação coordenada que resultou na prisão de ambos. Um deles foi encontrado na zona rural de Luziânia.
As investigações apontam que os presos tinham papel estratégico dentro do grupo criminoso, atuando diretamente na arrecadação de valores obtidos por meio de extorsões. Eles seriam responsáveis por recolher o dinheiro das vítimas e repassar os valores ao líder da organização, conhecido como “Pablo”.
Segundo a Polícia Civil, a organização que se autodenominava “Firma” movimentava semanalmente entre R$ 50 mil e R$ 90 mil, provenientes de cobranças ilegais feitas contra as vítimas.
Com a prisão dos dois últimos foragidos, a operação chega ao total de nove pessoas detidas, todas suspeitas de envolvimento no esquema criminoso. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de valores que somam milhões de reais nas contas dos investigados.
Com todos os integrantes identificados e presos, a Polícia Civil considera encerrada esta fase da Operação Mão de Ferro. Os suspeitos estão à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes apurados ao longo das investigações.
