PCDF desarticula esquema de golpes virtuais com perfis falsos e contas de terceiros no DF e Entorno
22 maio 2026 às 12h00

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Shem VeTzel, que investiga um esquema de estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro praticado por meio da internet. A ação foi conduzida por agentes da 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural, e cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva autorizados pela Justiça.
Segundo a investigação, que durou cerca de quatro meses, o grupo criminoso utilizava anúncios falsos em redes sociais para atrair vítimas com ofertas de produtos abaixo do valor de mercado. Após o primeiro contato, as negociações eram transferidas para aplicativos de mensagens, onde os suspeitos usavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fazer pagamentos antecipados.
De acordo com a PCDF, os investigados criavam situações de urgência e utilizavam justificativas emocionais para pressionar as vítimas a realizarem transferências bancárias sucessivas. Em muitos casos, depois do recebimento dos valores, os compradores eram bloqueados imediatamente nos aplicativos.
As apurações identificaram semelhanças entre diferentes ocorrências registradas no Distrito Federal, como reutilização de números de telefone, contas bancárias e padrões técnicos empregados nos golpes.
A polícia também constatou o uso de contas bancárias de terceiros, perfis falsos e diversos endereços de e-mail criados exclusivamente para a aplicação das fraudes e publicação dos anúncios enganosos. Além disso, aparelhos celulares específicos teriam sido usados repetidamente na prática criminosa.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Planaltina de Goiás (GO) e um mandado de prisão preventiva contra um suspeito de 23 anos, apontado como principal articulador do esquema.
Segundo a investigação, há registros de ocorrências semelhantes atribuídas ao mesmo investigado desde 2024, o que pode indicar atuação criminosa recorrente.
Os envolvidos poderão responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
O nome da operação, “Shem VeTzel”, tem origem hebraica e faz referência às ideias de “nome” e “sombra”. Segundo a PCDF, a expressão simboliza o uso de identidades digitais falsas, contas de terceiros e perfis virtuais criados para esconder os verdadeiros responsáveis pelos crimes.
