FGC cobra dados do BRB e diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões ainda não pode ser analisado
11 agosto 2026 às 11h34

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O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda não recebeu todas as informações necessárias para analisar o empréstimo solicitado pelo Banco de Brasília (BRB) para enfrentar o impacto das operações realizadas com o Banco Master.
De acordo com o documento encaminhado ao Supremo, o FGC afirma que precisa ter acesso às demonstrações financeiras auditadas do BRB referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026. Sem esses dados, o fundo diz não ser possível avaliar a viabilidade da operação de crédito.
A situação evidencia um impasse entre as partes e aumenta a pressão sobre o Governo do Distrito Federal. Enquanto o FGC cobra informações para avançar na análise, a operação de socorro financeiro ainda não foi efetivada.
O Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para ajudar a cobrir o rombo relacionado aos ativos considerados problemáticos após as operações do BRB com o Banco Master. O governo afirma que outras medidas podem permitir a recuperação de cerca de R$ 2,2 bilhões, mas ainda dependeria do financiamento bilionário para cobrir o restante.
Governo diz que só apresentará balanços após empréstimo
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou durante debate realizado no domingo (9) que os balanços do BRB seriam apresentados somente depois da efetivação do empréstimo.
A declaração ocorre enquanto o FGC aponta justamente a ausência das demonstrações financeiras como um dos obstáculos para avaliar a operação.
Além dos dados contábeis, o fundo informou ao STF que não houve, até o momento, formalização da manifestação de vontade de instituições financeiras que atuariam como garantidoras de um eventual crédito.
Na prática, a falta dessas informações e de garantias formalizadas dificulta a concretização do empréstimo solicitado pelo BRB.
Nova audiência no STF
Diante do impasse, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, marcou para esta quinta-feira (13) uma nova audiência de conciliação envolvendo a União e o BRB.
A reunião tem como objetivo tentar destravar a operação bilionária e avançar nas condições necessárias para que o empréstimo possa ser efetivado.
O caso ganhou repercussão após as operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, que colocaram o banco público do Distrito Federal sob pressão financeira. O governo busca alternativas para recompor os valores considerados de difícil recuperação e evitar impactos sobre a instituição.
Até que os dados solicitados sejam apresentados e as garantias sejam formalizadas, porém, o empréstimo de R$ 6,6 bilhões permanece sem conclusão.
