O governo da governadora Celina Leão (PP) pretende privatizar o Banco de Brasília (BRB) após as eleições de 2026, segundo apuração divulgada pelo portal Vero Notícias. A possível mudança no controle da instituição ocorreria depois da disputa eleitoral e seria discutida em meio à crise financeira enfrentada pelo banco. A informação contrasta com declarações públicas feitas anteriormente pela própria governadora, que negou intenção de vender o BRB à iniciativa privada.

Segundo a apuração, a justificativa para uma eventual privatização seria a avaliação de que a dimensão da crise financeira teria reduzido as alternativas para manter uma solução exclusivamente pública para a instituição.

Banco passaria por mudanças antes de eventual venda

Antes de uma possível privatização, mudanças internas estariam sendo preparadas para reorganizar o BRB e tornar parte da instituição mais atrativa para investidores privados.

Entre as medidas apontadas estão a renegociação de contratos com empresas terceirizadas e a preparação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), com possibilidade de redução de até 20% do quadro de funcionários.

A apuração também aponta que determinados ativos poderiam permanecer sob responsabilidade pública. A estratégia permitiria separar parte das obrigações e ativos antes de uma eventual negociação com a iniciativa privada.

Sindicato cobra transparência

A preocupação dos funcionários também envolve possíveis impactos de uma mudança no controle acionário sobre empregos, contratos e a própria atuação do BRB como banco público.

A discussão ocorre enquanto a instituição passa por um período de pressão financeira e política. Além da situação das contas, decisões envolvendo ativos, contratos e estrutura de pessoal passaram a ser acompanhadas por funcionários, entidades representativas e pelo mercado.

Com a possibilidade de privatização entrando no debate eleitoral, o futuro do BRB passa a ser mais um tema de cobrança sobre o governo Celina Leão.