O candidato do PT ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, colocou o Banco de Brasília (BRB) entre os principais pontos de sua agenda durante a sabatina promovida pela TV Globo. Diante da crise provocada pelas operações envolvendo o banco e o Banco Master, Grass defendeu uma postura de maior controle, transparência e responsabilização na gestão da instituição.

A posição do petista ganha peso em meio às investigações que apontam que o BRB transferiu cerca de R$ 17 bilhões ao Master na compra de carteiras de crédito. Desse montante, aproximadamente R$ 12,2 bilhões seriam referentes a títulos considerados falsos pela Polícia Federal.

Caso seja eleito, Grass pretende tratar o banco como uma instituição estratégica do Distrito Federal, mas com mecanismos mais rigorosos de fiscalização e governança. A crise do BRB se tornou um dos principais temas da eleição ao Palácio do Buriti e também envolve a busca do atual governo por um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reforçar o caixa da instituição.

A crise também avançou internamente no banco. Nesta segunda-feira (14), o BRB confirmou o afastamento cautelar de cinco funcionários, incluindo dois ex-diretores, no âmbito das investigações sobre as operações com o Master.

Além do BRB, Grass apresentou propostas para segurança, educação e saúde. Na segurança pública, defendeu a utilização de câmeras corporais por policiais militares. Na educação, criticou o modelo de escolas cívico-militares e afirmou que pretende ampliar o ensino em tempo integral. Para a saúde, propôs mudanças na estrutura do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

A crise do BRB, porém, tende a permanecer como um dos principais desafios para o próximo governador. A definição sobre o futuro da instituição, a apuração das responsabilidades pelas operações com o Master e a necessidade de preservar a capacidade financeira do banco devem ocupar espaço central na agenda econômica do próximo governo.