Arruda encerra candidatura ao governo do DF após TSE manter registro indeferido
24 setembro 2026 às 17h00

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O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) anunciou nesta quinta-feira (24) o encerramento de sua campanha ao Palácio do Buriti após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter, por 5 votos a 2, o indeferimento de sua candidatura. A decisão confirmou entendimento anterior do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).
Após o julgamento, Arruda afirmou que não pretende apresentar novos recursos. Segundo ele, a decisão dos advogados foi de que uma nova medida teria caráter apenas protelatório e poderia atrapalhar o processo eleitoral.
Em pronunciamento, o ex-governador afirmou que recebeu a decisão com tristeza e indignação, mas disse que pretende respeitar o resultado da Justiça Eleitoral. “Eu tenho muita fé em Deus e, em todos os momentos difíceis da minha vida, coloquei a minha vida nas mãos de Deus”, afirmou.
“Não votem mais em mim”
Durante a entrevista, Arruda fez um apelo aos eleitores que pretendiam votar nele. “Por favor, não votem mais em mim. Mesmo que a minha careca esteja na urna”, afirmou.
Segundo ele, os votos destinados à candidatura serão considerados inválidos após o indeferimento definitivo do registro.
Arruda disse que não pretende indicar outro candidato para receber seus votos. Ele citou nominalmente Paula Belmonte, Kiko Caputo, Ricardo Capelli e Leandro Grassi, afirmando ter respeito pelos quatro. “Eu não faço nenhuma recomendação”, disse. “O que eu fiz aqui é um elogio público aos candidatos Kiko Caputo, Ricardo Capelli, Paula Belmonte e Leandro Grassi.”
O ex-governador afirmou ainda que considera importante que os candidatos mantenham uma disputa “elegante” e apresentem projetos para o futuro de Brasília.
Críticas à decisão
Apesar de declarar respeito ao Judiciário, Arruda voltou a questionar a interpretação dada pelos tribunais ao seu caso.
Segundo ele, os votos divergentes no TSE demonstrariam que sua candidatura foi registrada com base em uma interpretação jurídica que considerava válida. “Eu registrei minha candidatura dentro da lei. Infelizmente, a interpretação que os tribunais deram à vigência dessa lei não é aquela que todos nós imaginávamos”, afirmou.
Arruda também disse acreditar que o processo será estudado futuramente em cursos de Direito. “Eu acredito que este caso será estudado daqui para frente nas faculdades de Direito do Brasil inteiro”, declarou.
O TSE, porém, registrou que o caso envolve a aplicação da Lei Complementar nº 219/2025, que alterou regras da Lei da Ficha Limpa e ainda é objeto de análise no Supremo Tribunal Federal (STF).
