Luziânia apresenta parque colaborativo voltado à preservação do Cerrado no Jardim Ingá
01 outubro 2026 às 11h55

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Luziânia apresentou, nesta terça-feira (29), o Parque Natural Colaborativo Jardim Ingá, projeto voltado à preservação do Cerrado e à educação ambiental. A iniciativa foi divulgada durante o 16º Encontro em Prol do Cerrado e, segundo os responsáveis pelo projeto, é a primeira unidade do país criada nesse modelo de gestão e participação colaborativa.
Localizado no distrito do Jardim Ingá, o parque é resultado de um trabalho desenvolvido há mais de uma década entre moradores, poder público e a Escola Maria Teixeira, instituição filantrópica que atua com educação inclusiva.
A proposta é transformar o espaço em um ponto de integração entre preservação ambiental, educação e participação da comunidade. O modelo prevê que diferentes atores contribuam para a conservação da área e para o desenvolvimento de atividades relacionadas ao Cerrado.
Ao longo dos últimos anos, ações realizadas na região envolveram crianças, jovens e adultos em atividades de conscientização e proteção ambiental. A criação do parque busca dar continuidade a esse trabalho e ampliar a participação dos moradores na conservação do patrimônio natural do município.
Projeto reúne comunidade e poder público
A apresentação ocorreu durante o Encontro em Prol do Cerrado e reuniu representantes dos governos municipal e estadual, além de integrantes do Ministério Público, vereadores, lideranças comunitárias e moradores.
Participaram do evento o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (UB); a promotora de Justiça Janaína Vecchia; e a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás, Andréa Vulcanis, além de secretários municipais.
Durante o encontro, Sorgatto afirmou que a implantação do parque é resultado da articulação construída ao longo dos anos entre moradores e instituições. “Essa é uma conquista histórica, que só foi possível graças ao empenho e à união de todos que acreditaram nesse projeto e trabalharam para transformar esse sonho em realidade”, disse o prefeito.
Além da preservação da vegetação, o projeto aposta na educação ambiental como uma das principais ferramentas para aproximar a população do Cerrado.
A participação da Escola Maria Teixeira faz parte dessa estratégia. A instituição desenvolve atividades educacionais e integra o grupo responsável pelas ações realizadas na área ao longo dos últimos anos.
Com a implantação do parque, a expectativa é ampliar as iniciativas de conscientização ambiental e fortalecer o envolvimento da população do Jardim Ingá na proteção do espaço.
O projeto também coloca a comunidade como participante do processo de conservação, em vez de restringir a gestão ambiental exclusivamente ao poder público. A proposta é que preservação, educação e participação social funcionem de forma integrada no parque.
