Suspeitos de extorquir vítimas após oferecer falsos serviços espirituais são alvos da PCDF
07 outubro 2026 às 09h45

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), uma operação para desarticular um grupo suspeito de praticar estelionato, extorsão e lavagem de dinheiro por meio de falsos serviços espirituais. A ação é coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão e medidas de constrição patrimonial. As diligências ocorrem nos municípios paulistas de Carapicuíba, Itapevi e Osasco, onde, segundo a investigação, estaria baseada a estrutura do grupo.
A apuração começou após uma moradora da Asa Norte procurar a polícia e relatar ter contratado, por meio das redes sociais, pessoas que ofereciam supostos serviços espirituais.
De acordo com a investigação, depois da contratação, os suspeitos teriam afirmado que a vítima sofria de supostos problemas de natureza espiritual e passaram a exigir novos pagamentos para solucionar os problemas.
Quando a mulher tentou interromper os contatos e deixar de fazer os pagamentos, os suspeitos teriam começado a ameaçá-la. Segundo a PCDF, eles diziam que poderiam divulgar informações de caráter íntimo para familiares e outras pessoas, além de afirmar que supostos males poderiam atingir parentes da vítima.
Diante das ameaças, a mulher teria realizado diversos pagamentos, que chegaram a aproximadamente R$ 98 mil.
Grupo teria movimentado R$ 2,9 milhões
Durante a investigação, os policiais identificaram que os valores recebidos eram transferidos para diferentes contas bancárias, que posteriormente foram analisadas pela equipe.
Segundo a PCDF, as diligências apontaram a existência de uma estrutura organizada, com integrantes responsáveis por diferentes funções. Entre elas estariam a abordagem e o constrangimento das vítimas, o recebimento dos valores e a movimentação e pulverização do dinheiro.
Além da mulher que procurou a polícia inicialmente, outras quatro vítimas foram identificadas no Distrito Federal durante a investigação.
Ainda conforme a apuração, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 2,9 milhões nos últimos quatro anos.
Os investigados são alvos das medidas judiciais cumpridas nesta quarta-feira. A operação continua em andamento.
