Economia
GDF ainda aguarda conclusão de operação de crédito de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para reforçar patrimônio do Banco de Brasília. Divulgação dos demonstrativos financeiros, prometida para esta terça (30), deve ser adiada novamente.
Tribunal de Contas deu cinco dias para Casa Civil, Secretaria de Economia e BRB apresentarem estudos técnicos sobre operação; oposição questiona legalidade, impacto fiscal e falta de transparência.
Mais de 970 mil contribuintes têm valores disponíveis para saque, mas ainda não informaram conta bancária à Secretaria de Economia. Pagamentos estão previstos para setembro.
Governadora sanciona lei e retira da proposta dispositivos que exigiam prestação de contas ao Legislativo sobre as condições do financiamento, relatórios periódicos e garantia de manutenção do controle acionário do banco pelo GDF; oposição critica decisão.
Conselho Nacional de Justiça deu prazo para que cortes estaduais detalhem contratos, garantias e critérios adotados na transferência de recursos ao banco; caso ocorre em meio a investigações e questionamentos sobre a situação financeira da instituição.
Plenário ficou lotado de funcionários públicos contrários à proposta enviada pela gestão Simone Ribeiro. Prefeita enfrenta pedido de impeachment por atrasos em pagamentos e falta de repasses.
Por Cintia Ferreira
A pré-candidata a deputada federal pelo PSD, Carol Fleury, criticou o acordo firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Governo Federal para ampliar a capacidade de endividamento do DF em meio à crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Segundo Carol, o discurso de que o governo local teria "salvado" a instituição financeira não corresponde aos fatos e desconsidera a atuação da União no processo.
Durante entrevista ao Jornal Opção Entorno, Carol afirmou que a principal discussão deve estar concentrada nas causas do déficit bilionário atribuído ao banco. Segundo ela, estimativas apontam valores que variam entre R$ 5 bilhões e R$ 16 bilhões. "Primeiro, a gente precisa saber quem criou o rombo e quem quebrou o banco. Depois, o governo busca aumentar a capacidade de endividamento para pegar empréstimos e cobrir esse déficit", afirmou.
Na avaliação ela ainda falou sobre, a ampliação da capacidade de crédito do Distrito Federal pode comprometer investimentos e serviços públicos. Ela argumenta que a obtenção de novos financiamentos exige medidas de austeridade fiscal, o que pode limitar reajustes salariais, contratações e investimentos em áreas essenciais. "Você salva o banco e quebra o Estado? Alguém faz uma má gestão e depois é a população quem paga essa conta", criticou.
Carol Fleury também defendeu que o BRB retome sua função de banco de desenvolvimento regional, voltado ao fortalecimento de micro e pequenas empresas, ao fomento da economia local e à gestão de recursos estratégicos, como o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).
Carol Fleury, ampliou as críticas para outras áreas da administração distrital. Segundo ela, problemas históricos em setores como saúde, segurança pública e assistência social se agravaram nos últimos anos.
Na saúde, Carol afirmou que o sistema público do Distrito Federal enfrenta dificuldades para atender a demanda da população. Segundo ela, municípios do Entorno, que tradicionalmente dependiam da estrutura hospitalar de Brasília, passaram a receber pacientes vindos da capital.
Já na segurança pública, apontou aumento da sensação de insegurança em regiões tradicionalmente consideradas tranquilas, como o Plano Piloto. Entre os problemas citados estão falhas na iluminação pública e registros de assaltos e invasões de residências.
Criticou as políticas voltadas à população em situação de rua e afirmou que houve crescimento da extrema pobreza no Distrito Federal. Como exemplo, mencionou a comunidade de Santa Luzia, na Estrutural, onde, segundo ela, ainda existem problemas relacionados ao saneamento básico. "Estamos falando da capital do país convivendo com situações de extrema pobreza e esgoto a céu aberto a poucos quilômetros do centro do poder", afirmou.
Fiscalização e eleições de 2026
Carol Fleury ressaltou que uma das principais funções do Poder Legislativo é fiscalizar a atuação do Executivo e afirmou que continuará acompanhando temas relacionados à gestão pública e ao uso de recursos do Distrito Federal.
Ao final da conversa, também defendeu a construção de um projeto político alternativo para o DF nas eleições de 2026 e reafirmou apoio ao grupo liderado pelo ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que vem se destacando nas pesquisas de intenções de voto.
Segundo ela, a proposta é promover mudanças na administração pública e enfrentar os problemas apontados pela população em áreas consideradas prioritárias.
Sergio Lazzarini é professor e especialista em governança corporativa avalia que venda da instituição seria o caminho mais viável para superar a crise; posição contrasta com a estratégia adotada pelo GDF.
Agências vão fechar duas horas antes das partidas da Seleção Brasileira; aplicativos, internet banking e Pix seguirão funcionando normalmente.
Senador afirma que empréstimo para capitalizar o banco compromete futuras gestões, afeta investimentos em áreas essenciais e cobra bloqueio de bens dos responsáveis pelas fraudes.
