Técnicos de enfermagem acusados de mortes na UTI do Hospital Anchieta serão interrogados pelo júri nesta segunda-feira (08)
08 junho 2026 às 11h30

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Por Cintia Ferreira
O Tribunal do Júri de Taguatinga retoma nesta segunda-feira (8) o julgamento dos três técnicos de enfermagem acusados de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, no Distrito Federal. A expectativa é que os réus sejam ouvidos durante a sessão, que também contará com o depoimento de outras nove testemunhas.
As audiências tiveram início no último dia 27 de maio, com a oitiva de testemunhas de defesa e acusação. O caso é acompanhado com atenção por familiares das vítimas e por profissionais da área da saúde devido à gravidade das acusações.
Respondem ao processo os técnicos de enfermagem Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Os três estão presos preventivamente desde o início deste ano e são acusados de homicídio pela morte de três pacientes que estavam internados na UTI da unidade hospitalar.
As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos; Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos; e Marcos Moreira, de 33 anos.
Relembre o caso
As investigações tiveram início após surgirem suspeitas sobre as circunstâncias das mortes registradas na UTI do Hospital Anchieta. Diante das informações recebidas pelas autoridades, foi instaurado um inquérito para apurar possíveis irregularidades envolvendo profissionais responsáveis pelo atendimento dos pacientes.
Ao longo da investigação, a Polícia Civil reuniu elementos que levaram o Ministério Público a denunciar os três técnicos de enfermagem. Segundo os autos do processo, os pacientes morreram enquanto recebiam tratamento intensivo na unidade, o que motivou a apuração para determinar se os óbitos ocorreram por causas naturais ou em decorrência de ação criminosa.
Com a conclusão da fase investigativa e a análise das provas reunidas, a Justiça decidiu submeter o caso ao Tribunal do Júri, instância responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.
Em março deste ano, a Justiça decretou a prisão preventiva dos acusados, que permanecem detidos enquanto aguardam a conclusão do julgamento. A previsão é que as audiências sigam nos próximos dias, até que todas as testemunhas sejam ouvidas e o processo avance para as etapas finais.
