Operação da PCDF prende cinco suspeitos de integrar esquema de venda clandestina de emagrecedores injetáveis no DF
27 maio 2026 às 14h10

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Por Cintia Ferreira
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema de comercialização clandestina de substâncias injetáveis utilizadas para emagrecimento e fins estéticos. A ação foi conduzida pela Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural.
Segundo a corporação, a investigação teve início após denúncias indicarem que produtos de origem irregular seriam enviados da Rodoviária Interestadual de Brasília para o estado de Minas Gerais. Com base nas informações, policiais passaram a monitorar a movimentação no terminal rodoviário e conseguiram interceptar uma encomenda suspeita.
A partir da apreensão, os investigadores identificaram uma das envolvidas no esquema. Durante diligências, campanas e monitoramento, uma mulher foi presa em flagrante nas proximidades de um shopping, no Guará, transportando outros produtos da mesma natureza.
De acordo com a PCDF, a suspeita colaborou com as investigações e permitiu a identificação de uma segunda mulher, apontada como integrante da distribuição ilegal. Ela foi localizada e presa na Rodoviária Interestadual com diversos produtos considerados ilícitos.
As investigações avançaram e revelaram a participação de um administrador de hotel em Taguatinga, suspeito de coordenar parte da comercialização e distribuição das substâncias a partir do próprio estabelecimento. Conforme apurado pela polícia, uma funcionária do local também atuava no esquema, auxiliando no recebimento, armazenamento e envio das mercadorias por meio de motoboys e motoristas de aplicativo.
Produtos apreendidos
Durante a operação, os policiais apreenderam diversas substâncias injetáveis, entre elas produtos identificados como Tirzepatida, Retatrutide, Ghk-Cu, Tesamorelin, Somatropina, Durateston, Masteron e Deca Durabolin, além de peptídeos e outros compostos utilizados para fins estéticos e de emagrecimento.
Também foram recolhidos seringas, soluções para aplicação, maquininhas de cartão, aparelhos celulares e cinco veículos ligados aos investigados.
Segundo a PCDF, parte dos produtos apresentava embalagens com indicação estrangeira, ausência de identificação clara, referências à expressão “research use only” (“apenas para uso em pesquisa”) e características incompatíveis com medicamentos regularizados pelos órgãos de vigilância sanitária.
Os cinco suspeitos foram autuados em flagrante pelo crime de importação, venda, exposição à venda, depósito, distribuição ou entrega de produto sem registro no órgão de vigilância sanitária. A pena prevista varia de um a três anos de reclusão, além de multa.
A Polícia Civil continua com as investigações para identificar fornecedores, compradores, origem das substâncias e outros envolvidos no esquema.
