PF divulga nota e esclarece confusão na devolução de notebook esquecido em carro de aplicativo no DF
15 janeiro 2026 às 13h35

COMPARTILHAR
A Polícia Federal divulgou nota informando que parte das informações publicadas sobre a devolução de um notebook da instituição, esquecido em um veículo de transporte por aplicativo, não corresponde, até o momento, aos fatos apurados. Segundo a corporação, houve um desentendimento entre as partes no momento da entrega do equipamento.
De acordo com a PF, diante da situação, foi solicitado apoio policial para garantir a segurança e esclarecer o ocorrido. O motorista foi conduzido para prestar esclarecimentos após suposto desacato aos policiais, sem que tenha havido prisão.
A Polícia Federal informou ainda que foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos. Todas as versões serão analisadas, com a oitiva dos envolvidos e a avaliação dos elementos existentes. A corporação destacou que eventuais conclusões ou responsabilizações só serão apresentadas após a conclusão da investigação.
Relembre o caso
O episódio ocorreu no Aeroporto de Brasília. Um motorista de aplicativo tentou devolver um notebook esquecido por uma delegada da Polícia Federal e solicitou uma taxa de R$ 50 pelo deslocamento até o local. A delegada entendeu o pedido como extorsão e acionou agentes, que abordaram o motorista.
O homem foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde, segundo o próprio motorista, um delegado avaliou que houve um equívoco. O caso também está sob análise da corregedoria da Polícia Federal.
Relato do motorista
Pedro, motorista de aplicativo há quatro anos, contou que informou o tempo necessário para retornar e a cobrança pelo deslocamento.
“Eu falei que ia demorar uns 25 minutos para chegar, porque eu estava em uma corrida, e que cobraria uma taxa de 50 reais pelo deslocamento”, relatou.
Segundo ele, a delegada discordou da cobrança.
“Ela disse que isso era um absurdo, que era extorsão, e desligou o telefone”.
Pedro afirmou que, depois, recebeu nova ligação.
“Ela falou que era delegada da Polícia Federal, que o notebook era federal e que poderia mandar viaturas para me buscar”.
Sobre a abordagem no aeroporto, disse:
“Quando cheguei para entregar o notebook, os agentes me abordaram e disseram que era extorsão. Eu falei que era trabalhador e que estava devolvendo o equipamento”.
O motorista também comentou o impacto emocional da situação.
“Fiquei com medo. Depois disso, ao ver uma viatura na rua, já me senti inseguro”.
Ele reforçou que a cobrança foi apenas pelo deslocamento.
“Eu cobrei só a taxa pelo meu gasto, combustível e tempo, porque poderia perder outras corridas”.
O inquérito policial segue em andamento para esclarecer o ocorrido.
