A Polícia Civil de Goiás realizou, na terça-feira (21), uma operação integrada em Luziânia para combater o furto de energia elétrica. A ação contou com equipes da Polícia Civil (PCGO), da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) e da Equatorial Energia.

Durante a operação, um homem de 59 anos foi autuado em flagrante pelo crime de furto de energia elétrica. Ele atua no ramo de locação de imóveis comerciais e residenciais e é proprietário de um prédio localizado no distrito do Jardim Ingá.

Segundo a Polícia Civil, após investigações prévias, foi constatado que o proprietário havia feito uma ligação direta no padrão de energia para abastecer as unidades do imóvel. A ligação clandestina permitia o consumo de energia sem registro regular junto à concessionária.

Ainda de acordo com a apuração, os inquilinos relataram que o valor da energia elétrica era cobrado de forma embutida no contrato de aluguel. Eles afirmaram não ter conhecimento da situação irregular do imóvel perante a empresa de energia.

A operação faz parte de uma série de ações que serão realizadas ao longo deste ano com o objetivo de reprimir o furto de energia elétrica, além do furto de cabos e equipamentos do sistema público de abastecimento.

A Polícia Civil reforça que o furto de energia elétrica, conhecido popularmente como “gato”, é crime previsto no Código Penal, no artigo 155. A prática envolve ligação clandestina ou adulteração de medidores para consumo sem pagamento e pode gerar prejuízos às distribuidoras, aumento nas tarifas, sobrecarga da rede elétrica e riscos de acidentes, como incêndios e queima de aparelhos. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa. Denúncias podem ser feitas de forma anônima às companhias de energia ou à polícia.