A decisão de deputados distritais aliados ao Governo do Distrito Federal (GDF) de votar contra o projeto que busca reforçar a situação econômico-financeira do Banco de Brasília (BRB) provocou reação rápida no Palácio do Buriti.

Mesmo com votos contrários dentro da própria base, a proposta enviada pelo Poder Executivo acabou aprovada em dois turnos, com 14 votos favoráveis e 10 contrários.

Entre os parlamentares que se posicionaram contra o texto estão Thiago Manzoni (PL), Rogério Morro da Cruz (PRD) e João Cardoso (Avante).

Durante a sessão que analisou o projeto, nesta terça-feira, Manzoni afirmou que não teve acesso a documentos relacionados ao BRB. Segundo ele, o presidente do banco apresentou novamente as justificativas, mas sem apresentar documentos. O deputado declarou que não se sente obrigado a acreditar apenas nas explicações e afirmou que votaria a favor caso tivesse garantia de que a medida salvaria a instituição.

Após a votação, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou a exoneração de indicados de Manzoni e de Rogério Morro da Cruz que ocupavam cargos de chefia em secretarias e administrações.

De acordo com edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), foram exonerados o secretário de Projetos Especiais, Marcos Araújo Pinto Teixeira; o administrador de São Sebastião, Roberto Medeiros Santos; o administrador do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Bruno Oliveira; e o diretor-presidente do Jardim Botânico de Brasília, Alan Freire Barbosa da Silva.