*Por Cintia Ferreira

O advogado Cleber Lopes, responsável pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, afirmou nesta quinta-feira (16) em frente ao apartamento do seu cliente no Noroeste, que considera “desnecessária” a prisão do cliente, realizada pela Polícia Federal por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o defensor, a equipe jurídica ainda não teve acesso completo aos fundamentos da decisão e, por isso, vai analisar o material antes de adotar qualquer medida judicial. “A defesa vai examinar esse material ainda hoje. Não temos nenhuma posição definitiva até entender melhor as razões da prisão”, afirmou.

Cleber Lopes destacou que, na avaliação inicial, Paulo Henrique Costa não representa risco à investigação nem à aplicação da lei penal. Ele lembrou que o ex-dirigente do Banco de Brasília estava em liberdade desde a primeira fase da operação. “Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato contra a instrução criminal. Por isso, consideramos, num primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, disse em entrevista coletiva.

Apesar da crítica, o advogado afirmou que a defesa vai evitar comentários mais duros até analisar a decisão judicial. “Em respeito ao ministro André Mendonça, não vamos fazer outras considerações antes de examinar a decisão com mais calma”, declarou.

A defesa informou ainda que pretende apresentar recurso ao STF após a análise do caso. Segundo o advogado, a legislação atual não permite habeas corpus contra decisão individual de ministro, o que limita as opções jurídicas neste momento. “Temos basicamente o agravo regimental, que leva o caso ao colegiado” explicou.

Sobre suspeitas envolvendo valores que teriam motivado a prisão, citados na decisão, o advogado disse que ainda não teve acesso aos detalhes e evitou confirmar as informações. “Não examinei a decisão ainda. Não considero essa hipótese válida, mas vamos analisar antes de qualquer posicionamento definitivo”, afirmou.

Paulo Henrique Costa foi preso em casa e deve ser encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, onde passará por exame de corpo de delito, procedimento padrão nesses casos. Segundo a defesa, a operação ocorre “dentro da normalidade” e sem constrangimentos.

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