GDF suspende norma e Celina diz que paralisação de professores “já está resolvida”
22 abril 2026 às 11h49

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a situação envolvendo a paralisação de professores da rede pública está “resolvida”, após a suspensão da norma que motivou o movimento.
A declaração ocorre após o governo recuar na mudança da forma de cálculo da remuneração dos professores temporários. Segundo Celina, a decisão foi tomada depois de a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) apontar que a nova sistemática poderia beneficiar parte da categoria, mas também reduzir os vencimentos de outros profissionais. A suspensão será oficializada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
“Alguns professores iriam receber a mais, e outros iriam ter uma remuneração um pouco menor. O que eu determinei foi que se suspendesse a portaria dessa mudança na forma de cálculo para que nós pudéssemos dialogar diretamente com a categoria”, afirmou a governadora. “Nenhum servidor temporário vai ter qualquer mudança na sua forma de remuneração.”
Durante agenda pública, Celina destacou que a portaria contestada foi revogada e que um grupo de trabalho será criado para discutir o tema, com a participação do sindicato da categoria.
A paralisação está marcada para esta quinta-feira (23) e tem como principal reivindicação o pagamento integral da jornada de trabalho dos docentes contratados temporariamente.
Segundo a governadora, a medida anterior gerava distorções salariais consideradas difíceis de justificar, o que levou o Executivo a optar pela suspensão e pela abertura de diálogo com os profissionais. Apesar de reconhecer o direito de mobilização, Celina avaliou que o impasse já está encaminhado.
Atualmente, professores temporários representam cerca de 60% dos docentes em sala de aula na rede pública do Distrito Federal.
Em nota, o Sinpro-DF afirmou que o recuo do governo, com a revogação da Portaria 167, é resultado da pressão e mobilização da categoria e representa um passo importante para corrigir o cálculo da remuneração, que vinha causando perdas salariais. Apesar disso, o sindicato informou que a paralisação está mantida e defende o fim do modelo de pagamento por hora, com a retomada da remuneração baseada na jornada de 20h ou 40h semanais. A entidade também cobra correção imediata de eventuais erros nos contracheques e critica o sistema EducaDF, apontado como inviável para a realidade das escolas da rede pública.
