A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) afirmou que pretende ampliar a rede de atendimento às crianças atípicas e neurodivergentes e criar políticas específicas de acolhimento às mães e responsáveis. Entre as propostas apresentadas pela candidata estão facilitar o acesso ao diagnóstico, fortalecer escolas especiais e transformar Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em pontos de referência para o atendimento às mulheres.

Durante entrevista exclusiva ao Jornal Opção Brasília/Entorno, Paula defendeu que o atendimento às famílias comece ainda na primeira infância. Segundo ela, a demora para conseguir um diagnóstico pode comprometer o acesso da criança a terapias e estímulos importantes para o desenvolvimento. “Quanto mais rápido nós temos o laudo das nossas crianças, mais rápido ela pode chegar a ser atendida e ter o desenvolvimento”, afirmou.

A candidata disse ainda que a política pública não deve se limitar às crianças. Para Paula, adolescentes e jovens neurodivergentes também precisam de acompanhamento para evitar a interrupção do processo de aprendizagem e desenvolvimento. Nesse contexto, ela defendeu o fortalecimento das escolas especiais e a criação de unidades de referência capazes de atender estudantes que necessitam de acompanhamento específico. “Todas essas crianças têm que ser inseridas no sistema de educação com responsabilidade e, principalmente, com humanidade”, argumentou.

Apoio às mães

Outro ponto defendido pela candidata é a criação de políticas direcionadas às mães que deixam o mercado de trabalho ou enfrentam dificuldades para manter uma atividade profissional devido à rotina de cuidados dos filhos.

Paula afirmou que pretende oferecer qualificação profissional e alternativas para geração de renda, além de atendimento voltado à saúde física e emocional dessas mulheres. “Nós temos muitas mães abandonadas e precisamos trazer qualificação para essa mulher, fazer com que a autoestima seja melhorada e acolhida”, observou.

A candidata também chamou atenção para famílias que sobrevivem com benefícios sociais enquanto um dos responsáveis permanece integralmente dedicado aos cuidados de filhos com deficiência.

Segundo Paula, a estrutura das UBSs deverá ser utilizada para ampliar esse atendimento. A proposta apresentada por ela prevê centros de referência para mulheres dentro da atenção básica, incluindo acompanhamento de mães atípicas e atendimento relacionado a diferentes fases da vida da mulher.

Críticas ao atual governo

Ao falar sobre a estrutura disponível atualmente no Distrito Federal, Paula fez críticas à gestão da governadora Celina Leão (PP) e associou problemas enfrentados pelas mães atípicas às dificuldades existentes na saúde pública.

A candidata citou filas para consultas e afirmou que políticas destinadas às mulheres não têm sido suficientes. As declarações fazem parte da avaliação política da candidata sobre a atual administração.

Paula também afirmou ter destinado, durante o mandato parlamentar, emendas à Secretaria da Mulher que, segundo ela, não teriam sido executadas. Que segundo ela, não houve interesse, por “rivalidade político”.