Candidatos ao GDF prometem concursos e cobram gestão de Celina em debate sobre educação
22 setembro 2026 às 09h45

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O desempenho da educação pública, a contratação de professores temporários e a realização de novos concursos marcaram o debate entre candidatos ao Governo do Distrito Federal promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), na noite desta segunda-feira (21), na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu sete candidatos e também foi marcado por críticas à governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, que não participou do evento.
Participaram José Roberto Arruda (PSD), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Professor Robson (PSTU) e Professora Samara Mineiro (UP). Além de Celina, Elisson (Agir), Expedito (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB) não estiveram presentes, segundo o Sinpro.
Durante o encontro, os candidatos responderam a perguntas da direção do sindicato e de representantes de entidades ligadas à educação. Entre os assuntos discutidos estavam condições de trabalho nas escolas, valorização salarial, educação inclusiva, concursos públicos, contratação temporária, saúde dos profissionais, financiamento da rede e gestão democrática.
O desempenho do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entrou no centro das discussões. José Roberto Arruda criticou os resultados da rede pública e usou a passagem pelo Palácio do Buriti para defender medidas adotadas durante sua gestão.
Leandro Grass também direcionou críticas ao atual governo. O candidato classificou o momento da educação no DF como o “pior” da história recente e atribuiu a situação ao que considera falta de prioridade dada ao setor.
Ricardo Cappelli, por sua vez, criticou decisões tomadas durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT), que governou o Distrito Federal entre 2011 e 2015.
Ausência de Celina vira alvo
A ausência de Celina Leão também entrou no debate. A governadora havia sido convidada, mas não participou do encontro. Mais cedo, ela também não esteve no debate promovido pela Record Brasília.
Paula Belmonte criticou a ausência da adversária e afirmou que há “mulheres omissas” na política do DF. A candidata também questionou os números divulgados pelo governo sobre vagas em creches. “O governo fala que a fila das creches está zerada e nós sabemos que é mentira”, afirmou Paula.
Ao responder a Samara Mineiro, Paula também associou a atual administração à gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem Celina foi vice na chapa eleita em 2022.
Temporários e concursos
A presença de professores temporários na rede pública foi outro ponto de destaque. O Sinpro questionou os candidatos sobre a ampliação desse modelo de contratação e sobre os planos para recompor o quadro de servidores efetivos.
Kiko Caputo criticou o uso recorrente de contratos temporários e prometeu realizar concursos periódicos caso seja eleito. “A questão dos temporários é indigna. Virou política de Estado pelo simples fato de ser, teoricamente, mais econômica. Vamos fazer concursos periódicos e eu vou nomear todos os aprovados”, declarou.
O candidato fez referência ao concurso realizado para a Secretaria de Educação em 2022. O financiamento da educação também provocou críticas ao atual governo. Arruda relacionou a discussão à crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master e afirmou que o problema da educação no DF seria de gestão e definição de prioridades. “A ausência da Celina neste debate mostra o desprezo da governadora com a área da Educação”, afirmou Arruda.
As declarações feitas pelos candidatos representam posicionamentos de campanha. O debate ocorreu a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026.
