Mesária é presa por suspeita de boca de urna no Gama; gestora afirma que propaganda favorecia Flávio Bolsonaro
25 outubro 2026 às 12h04

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Uma mesária foi presa neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições, por suspeita de propaganda eleitoral irregular na Escola Classe 22, no Gama, no Distrito Federal. Segundo as informações iniciais, a prisão ocorreu após a presidente da seção eleitoral tomar conhecimento da situação e acionar a Justiça Eleitoral e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Após ser informado sobre a ocorrência, o juiz eleitoral determinou a prisão da mesária, que foi encaminhada à Polícia Federal (PF) para os procedimentos cabíveis.
As circunstâncias da abordagem e a conduta atribuída à mulher ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades.
Gestora contesta informações sobre candidato beneficiado
A gestora da Escola Classe 22, Regislane Pinho, se manifestou sobre o episódio e contestou informações de que a suposta propaganda eleitoral teria ocorrido em favor de Lula.
Segundo ela, as informações disponíveis apontam para uma possível prática de boca de urna em benefício de Flávio Bolsonaro. “Como gestora da Escola Classe 22 do Gama, venho esclarecer que a situação mencionada não ocorreu em apoio ao candidato Lula, mas envolveu boca de urna em favor do candidato Flávio Bolsonaro, conforme as informações de que disponho”, afirmou.
Regislane ressaltou que atuava na administração da escola durante a votação e que os responsáveis pelo funcionamento do local receberam orientações para garantir o cumprimento das regras eleitorais.
A gestora também criticou a circulação de informações que considera distorcidas e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas independentemente do candidato envolvido.
“Independentemente de qual candidato seja beneficiado, qualquer suspeita de irregularidade eleitoral deve ser apurada com o mesmo rigor. A democracia exige respeito às leis, à verdade e à liberdade de escolha dos eleitores”, declarou.
Caso será apurado pela Polícia Federal
A legislação eleitoral proíbe a realização de boca de urna no dia da votação, incluindo tentativas de aliciamento ou persuasão de eleitores.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a conduta atribuída à mesária nem informações sobre eventual autuação formal pela Polícia Federal.
A afirmação de que a propaganda favorecia Flávio Bolsonaro é atribuída à gestora da escola e ainda não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
O caso deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral e pelos órgãos competentes para determinar se houve prática de crime eleitoral.
