O campo da esquerda no Distrito Federal começa a desenhar o cenário para as eleições de 2026 marcado pela divisão entre dois dos principais nomes da oposição ao atual grupo político que governa a capital. De um lado está Leandro Grass, ligado ao Partido dos Trabalhadores. Do outro, Ricardo Capelli, que busca consolidar seu espaço dentro do Partido Socialista Brasileiro.

Levantamento Correio/OPINIÃO Inteligência Política aponta que Leandro Grass aparece na terceira colocação, com 9,2% das intenções de voto. Já Ricardo Cappelli registra 1,7%, ocupando posição mais distante no cenário estimulado.

A existência de duas candidaturas competitivas no mesmo espectro político tende a dividir a base eleitoral de esquerda, dificultando a formação de uma frente única capaz de ampliar a presença da esquerda na disputa pelo Palácio do Buriti.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que uma eventual composição entre PT e PSB poderia fortalecer o campo oposicionista e aumentar a capacidade de disputa contra os nomes da direita e do centro-direita que já se movimentam para a corrida eleitoral. A união das forças progressistas é apontada por aliados como um caminho para ampliar a transferência de votos e elevar o potencial de crescimento da esquerda no Distrito Federal.

Embora o processo eleitoral ainda esteja em fase inicial, a fragmentação do campo progressista é vista como um dos principais desafios para o grupo em 2026. Com projetos políticos distintos e estratégias próprias de construção de candidatura, Leandro Grass e Ricardo Capelli seguem em trajetórias paralelas, cenário que pode influenciar diretamente o desempenho da esquerda na disputa pelo governo do Distrito Federal.

A definição sobre possíveis alianças deverá ocorrer apenas nos próximos meses, à medida que os partidos avancem nas negociações para a formação de chapas e alianças eleitorais. Até lá, o cenário permanece aberto, mas marcado pela divisão de forças entre os dois principais representantes da esquerda local.