Bastidores
No mesmo porte de Luziânia, que tem 2 deputados estaduais, Valparaíso, deverá emplacar dois representantes: Pábio Mossoró e Dra. Zeli.
Ibaneis Rocha e Celina Leão podem perder o apoio de Michelle Bolsonaro, pré-candidata ao Senado? Se perderem, estarão praticamente fora do jogo na disputa pelo Senado e pelo governo
O quadro político do Distrito Federal está complicado. Até há pouco tempo, eram favas contadas que a vice-governadora Celina Leão, do pP, seria eleita governadora. Acreditava-se também que o governador Ibaneis Rocha, do MDB, seria eleito senador sem esforço.

Mas eis que, diria o filósofo Isaiah Berlin, surgiu o imponderável — José Roberto Arruda, do PSD. Em Brasília há um consenso: se deixarem Arruda disputar — se a disputa não for judicializada contra o engenheiro —, dificilmente será derrotado por Celina Leão.
O senador Izalci Lucas, do PL, afirma que irá apoiar Arruda. E pode até ser o seu vice. Ele é ligado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, um expert em detectar vitoriosos.

O deputado Alberto Fraga, do PL, também já declarou que irá apoiar Arruda. Fez até discurso contundente pró-ex-governador.
O ex-deputado Vilmar Rocha, do PSD em Goiás, amigo e aliado de Arruda, sustenta que “a candidatura de Celina Leão e Ibaneis Rocha subiu no telhado. Eles estavam certo de que iriam fazer um acordão com o PL e agora parte do partido decidiu apoiar o ex-governador”.

“O quadro de Brasília está mais ou menos assim hoje: Arruda é o favorito para governador. O nome dele está na boca do povão, da classe média e da elite. Para o Senado, há uma favorita, a ex-primeira-dama Michelle Dama. Os demais estão no jogo, mas sem favoritismo”, pontua Vilmar Rocha.
Damares Alves pode entrar no jogo
Há indícios de que Michelle Bolsonaro pode até apoiar Celina Leão para governadora, pois as duas mantêm bom relacionamento. Mas dificilmente a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro irá apoiar Ibaneis Rocha para senador.

De acordo com um político de Brasília, da direita, Michelle Bolsonaro pode apoiar Bia Kicis, do PL, para senadora. O grupo da ex-primeira-dama questiona a “lealdade” de Ibaneis Rocha e sustenta que, pelo contrário, a deputada federal é “leal”.
Consta que o grupo de Michelle Bolsonaro pode romper com Celina Leão, apesar do relacionamento cordial, e apoiar a senadora Damares Alves para governadora. Mas não há nada definido. Por enquanto, a ex-primeira-dama apoia a candidatura da vice-governadora.

O PT deve bancar o presidente do Iphan, Leandro Grass, para governador. O PSB pôs o nome de Ricardo Capelli em circulação para testá-lo para governador. A tendência é que, dada a força da direita em Brasília, Grass e Capelli se unam para a disputa. Um vai a governador e o outro a senador (ou vice).
O deputado federal Fred Linhares, do Republicanos, que aparece nas pesquisas, é cotado tanto para governador quanto para senador. Mas há quem postule que será candidato à reeleição.
Um deputado disse ao Jornal Opção, em tom jocoso: “Será a primeira vez na história que uma erva medicinal, Arruda, vai devorar um carnívoro, Leão”. (E.F.B.)
Deputado do PL afirma que ex-governador tem histórico em áreas como saúde, educação e segurança e diz esperar disputa apenas nas urnas.
Dr. Luís Otávio, agora no União Brasil, diz que continuidade das políticas estaduais é essencial para manter avanços em saúde e segurança.
PL aposta em aliança entre ex-primeira-dama e deputada para fortalecer palanque de Bolsonaro no Distrito Federal.
Ex-governador confirma que está elegível, critica o caos na saúde pública e promete “dobrar o que já fez” se voltar ao comando do Distrito Federal.
Inelegível, Arruda é o único, no momento, que aparece com força suficiente para derrotar a vice-governadora. Leandro Grass não ameaça nenhum dos dois.
Ex-governador comunicou saída ao presidente Valdemar Costa Neto e diz que vai percorrer todas as cidades do DF antes de decidir novo rumo político.
No momento, Arruda é o único grande rival da pré-candidata do PP. Mas há um problema: o partido do ex-governador, o PL, tende a apoiar a vice-governadora.
Durante agenda em Valparaíso de Goiás nesta semana, o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy (Progressistas), preferiu não antecipar movimentações políticas para 2026.
