Após fraude do Master, BRB aprova aumento do capital em até R$8,8 bilhões
22 abril 2026 às 19h38

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Acionistas do Banco de Brasília (BRB) foram convocados hoje (22) para uma assembleia geral extraordinária e realizaram uma votação para o aumento do capital social da instituição. O valor aprovado foi de um aporte de até R$8,8 bilhões, com a subscrição mínima de R$536 milhões.
O Banco Central exige que todo banco tenha um valor mínimo de capital próprio para cada real que ele empresta e com o rombo deixado pelo Master, o capital do BRB acabou ficando abaixo do limite legal. Ao anunciar um aumento de até R$8,8 bilhões, o Banco de Brasília sinaliza ao mercado que os seus controladores, especialmente o governo do Distrito Federal (GDF), e os novos investidores estão dispostos a sustentar a operação para que ela não quebre.
Como sócio majoritário e acionista controlador, o GDF terá que aportar ao menos R$4 bilhões para acompanhar a capitalização. Atualmente o governo não possui recursos necessários em caixa para realizar esse aporte e busca um processo de captação, como o uso de imóveis públicos como garantia e o pedido de empréstimo de até R$6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Durante a assembléia, foi dada a autorização para o conselho de administração do banco praticar todos os atos necessários para a implementação do aumento do capital social, além de homologar a nomeação para o conselho de administração de Joaquim Lima de Oliveira, Sergio Iunes Brito e o atual presidente do BRB, Nelson de Souza.
Também foi anunciado pelo BRB, nesta segunda-feira (20), que foi assinado um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital. O objetivo é estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos detidos pela instituição. Tais ativos possuem origem em operações realizadas pelo Banco Master para o BRB.
De acordo com a instituição, a operação tem um valor de referência de até R$15 bilhões, sendo entre R$3 bilhões e R$4 bilhões pagos à vista e o restante, entre R$11 bilhões e R$12 bilhões, convertido em cotas subordinadas de um fundo criado para monetizar e administrar esses ativos.
Em nota, o banco reafirma seu compromisso com a transparência das operações. “O BRB através da Operação visa a alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial. A efetivação da operação estará sujeita ao atendimento de condições precedentes previstas no MoU”, completa.
