Reunião entre Celina Leão e presidente do BC termina sem novidades sobre futuro do BRB
27 agosto 2026 às 10h27

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reuniu nesta quarta-feira (26) com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília. O encontro ocorreu na sede da instituição e teve como um dos temas a situação do Banco de Brasília (BRB), que passa por tratativas com o Banco Central.
Segundo Celina, a reunião foi solicitada por ela e teve caráter de acompanhamento. “A audiência foi solicitada por mim, para que a gente acompanhe [a situação do BRB] passo a passo”, afirmou a governadora.
Até o momento, não há previsão para a liberação de um eventual empréstimo de mais de R$ 6 bilhões para o BRB. As negociações dependem da análise da situação financeira da instituição e da apresentação de informações e balanços que permitam aos potenciais financiadores avaliar a operação. Os balanços são solicitados desde o início de 2026, porém sem sucesso.
A crise envolvendo o Banco Master também aumentou a pressão sobre o BRB. Desde o início do episódio, o banco passou a enfrentar questionamentos sobre sua exposição ao negócio e sobre a capacidade de manter a operação diante do cenário de incertezas.
Outro ponto relacionado ao banco envolve o contrato com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Corte baiana mantenha o contrato com o BRB e realize os pagamentos previstos.
O cenário de incerteza também coloca em evidência a necessidade de preservar a capacidade financeira do banco. A redução de recursos e eventuais perdas podem dificultar o cumprimento de compromissos e aumentar a pressão por uma solução para a instituição.
Por enquanto, a reunião entre Celina Leão e Galípolo não resultou em anúncio de novas medidas ou de uma definição sobre o futuro da operação. As tratativas devem continuar entre o governo do DF, o BRB e o Banco Central. Com isso, o fôlego do Banco Regional vem ficando inviável e visto por analistas, quase impossível manter uma operação de um banco “falido”. Desde quando a situação entre o BRB e o Master se agravou e desencadeou as operações policiais, o Banco de Brasília perdeu mais de 800 mil clientes, impactando diretamente na capacidade da instituição.
Política
Na avaliação política, interlocutores que acompanham as negociações avaliam que Celina Leão tenta ganhar tempo diante da crise do BRB e evitar que a divulgação do balanço financeiro do banco produza novos impactos sobre sua imagem e sua candidatura ao Governo do Distrito Federal. A leitura é de que a demora na apresentação dos números mantém em aberto as alternativas para a instituição enquanto avançam as negociações por uma solução financeira.
O balanço de 2025 ainda não foi divulgado. A própria governadora afirmou anteriormente que o documento seria publicado após a concretização do empréstimo de R$ 6,6 bilhões. A ausência das demonstrações financeiras, porém, aparece entre os principais obstáculos apontados nas negociações para viabilizar a operação.
Com a indefinição sobre o crédito e a necessidade de recomposição financeira do banco, a estratégia adotada pelo governo é acompanhada de perto pelo Banco Central. A reunião de Celina com Gabriel Galípolo, segundo a própria governadora, teve como objetivo acompanhar as tratativas sobre o BRB e nada mais.
