Mulher é presa suspeita de vender tirzepatida sem procedência pelas redes sociais em Cidade Ocidental
18 setembro 2026 às 11h00

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Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), na manhã desta quinta-feira (17), suspeita de comercializar tirzepatida pelas redes sociais, no bairro Parque Nova Friburgo A, em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. A prisão ocorreu durante uma operação realizada para combater a venda de medicamentos de procedência desconhecida e sem autorização da Vigilância Sanitária, prática que pode colocar a saúde dos consumidores em risco.
Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da investigada. Durante a vistoria, encontraram uma quantidade considerada significativa de medicamentos armazenados no imóvel, além de anabolizantes e materiais que, conforme a apuração, seriam utilizados na manipulação de substâncias.
A investigação aponta que os produtos eram anunciados e vendidos por meio das redes sociais. A Polícia Civil não informou há quanto tempo o comércio funcionava, quantas pessoas teriam comprado os medicamentos nem os valores cobrados pela suspeita.
Também não foram divulgados detalhes sobre a origem dos produtos. A ausência de procedência impede a confirmação da autenticidade das substâncias, das condições de armazenamento e da composição do conteúdo comercializado.
A tirzepatida é um princípio ativo presente em medicamentos injetáveis de aplicação semanal. A substância é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e, em apresentações autorizadas, no controle crônico do peso em adultos. Por se tratar de um medicamento que exige acompanhamento profissional, o uso sem orientação pode representar riscos à saúde.
Diante do material apreendido, a mulher foi autuada com base no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, adulteração ou comercialização de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais em desacordo com as normas sanitárias. Segundo a polícia, ela também deverá responder pelo crime de contrabando, previsto no artigo 334-A.
As penas previstas para os crimes investigados, se aplicadas de forma cumulativa, podem ultrapassar 20 anos de prisão. A definição da eventual condenação, no entanto, dependerá do andamento das investigações e da análise da Justiça.
Após a prisão, a suspeita foi encaminhada à unidade prisional responsável pela região e permanece à disposição do Poder Judiciário. A identidade dela não foi divulgada.
A Polícia Civil deve continuar as diligências para identificar a origem dos medicamentos, esclarecer como ocorria a manipulação das substâncias e verificar se outras pessoas participaram da distribuição e da venda dos produtos.
