Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar humanitária após relatos de agravamento do estado de saúde
12 janeiro 2026 às 12h54

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O médico do ex-presidente Jair Bolsonaro foi chamado neste domingo (11) à Superintendência da Polícia Federal, após a família relatar agravamento no estado de saúde dele. Segundo a informação divulgada, crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que estaria impedindo Bolsonaro de se alimentar adequadamente e de dormir. A família também aponta um abalo psicológico considerado grave, agravado pelo fato de ele permanecer sozinho em cela solitária.
Neste fim de semana, a defesa do ex-presidente protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, o pedido ainda não foi apreciado.
No último boletim médico divulgado, datado de 7 de janeiro de 2026, em Brasília, Jair Messias Bolsonaro havia passado por exames complementares no Hospital DF Star após sofrer um traumatismo cranioencefálico no dia anterior. Os exames de imagem indicaram leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. A orientação foi de seguimento com cuidados clínicos definidos pela equipe médica assistente. O boletim foi assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do diretor-geral Allisson B. Barcelos Borges.
Na quarta-feira (7), Bolsonaro foi liberado após a realização dos exames no Hospital DF Star e retornou à custódia da Polícia Federal. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em uma rede social.
Após denúncias, o Conselho Federal de Medicina (CFM) instaurou uma sindicância para apurar a garantia de assistência médica adequada ao ex-presidente. Em nota, o CFM afirmou que relatos de crises agudas, queda com trauma, histórico clínico complexo, cirurgias abdominais prévias, soluços intratáveis e outras comorbidades demandam monitoramento contínuo e assistência médica com múltiplas especialidades. O órgão também destacou que a autonomia do médico assistente deve ser respeitada e determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a imediata apuração dos fatos.
Relembre
Na madrugada de terça-feira, 6 de janeiro de 2026, Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele bateu a cabeça e apresentou sintomas como apatia e tontura, com suspeita de traumatismo craniano leve, segundo os médicos que o atenderam. No mesmo dia, a defesa solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a transferência imediata para o Hospital DF Star, pedido que foi inicialmente negado, sob a justificativa de que a avaliação médica inicial não indicava necessidade urgente de internação.
