Os rodoviários do Distrito Federal confirmaram, neste domingo (27), a greve geral no transporte público coletivo a partir da 0h desta segunda-feira (28). A decisão foi tomada durante assembleia realizada no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul. Até o momento, não há previsão para o fim da paralisação.

A categoria rejeitou, por unanimidade, a proposta apresentada pelas empresas de ônibus no sábado (26). As concessionárias ofereceram reajuste de 6% nos salários, além de aumentos em benefícios. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 8%, 10% no vale-alimentação e 12% no plano de saúde.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal, as negociações entre trabalhadores e empresas ocorrem desde julho. O acordo coletivo anterior venceu em 30 de julho e inclui benefícios como jornada de seis horas corridas, tíquete e cesta-alimentação, planos de saúde e odontológico e garantia de emprego para cobradores.

O que as empresas ofereceram

A proposta apresentada pelas concessionárias previa, além dos 6% de reajuste salarial, aumento de 7% no tíquete-refeição, na alimentação e na cesta básica. O auxílio-saúde e o plano odontológico teriam reajuste de 11,88%.

As empresas também propuseram a duplicação do seguro de vida em grupo, de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil, além da manutenção dos postos de trabalho dos cobradores durante a vigência do acordo. Os valores retroativos a 1º de agosto seriam pagos em parcela única na folha de outubro.

De acordo com as concessionárias, o reajuste salarial de 6% ficaria acima da inflação acumulada no período, calculada em 4,11% pelo INPC. As empresas afirmam ainda que foram realizadas mais de dez rodadas de negociação.

Empresas criticam paralisação

Após a confirmação da greve, as concessionárias divulgaram uma nota em que criticam a paralisação e afirmam que os principais prejudicados serão os passageiros que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços de saúde e públicos.

As empresas também cobraram do sindicato o cumprimento da Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve e estabelece regras para a continuidade de serviços essenciais.

As concessionárias afirmaram que permanecem abertas ao diálogo com os trabalhadores.

Greve havia sido aprovada anteriormente

A paralisação já havia sido aprovada pela categoria em assembleia realizada em 20 de setembro. Desde então, trabalhadores e empresas participaram de novas rodadas de negociação, mas não chegaram a um acordo considerado suficiente pelo sindicato.

Com a decisão deste domingo, a orientação da categoria é iniciar a paralisação à 0h de segunda-feira (28). O movimento deve afetar passageiros de diferentes regiões do Distrito Federal que utilizam os ônibus diariamente.