Golpe com Corolla, lancha e moto aquática leva PCDF a grupo suspeito de movimentar R$ 200 mil
29 setembro 2026 às 09h58

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta segunda-feira (28), a Operação Alter Ego contra uma organização criminosa investigada por estelionatos e lavagem de dinheiro em diferentes estados. A ação, coordenada pela 17ª Delegacia de Polícia, com apoio das polícias civis de Mato Grosso e do Paraná, cumpre cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Várzea Grande (MT) e Ponta Grossa (PR), além de medidas para bloquear e sequestrar valores ligados ao esquema.
A investigação começou em abril deste ano, depois que uma vítima de Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia relatando ter perdido R$ 101,5 mil em uma negociação fraudulenta.
Segundo a PCDF, a vítima trabalha com compra e venda de veículos e recebeu mensagens de um homem que se passou por seu cunhado. Durante a conversa, o suspeito ofereceu bens que supostamente pertenceriam a um amigo que estaria passando por uma separação.
Entre os itens oferecidos estavam um Toyota Corolla, uma lancha, dois freezers e uma moto aquática. Acreditando que negociava com alguém conhecido, a vítima realizou transferências que, somadas, chegaram a R$ 101,5 mil.
Redes sociais eram usadas para escolher vítimas
A partir do registro feito em Taguatinga, investigadores começaram a rastrear as pessoas envolvidas e identificaram cinco suspeitos. De acordo com a investigação, o grupo utilizava técnicas de engenharia social e fazia pesquisas em redes sociais para localizar pessoas que poderiam ter interesse na compra de veículos e lanchas de pesca. A estratégia permitia aos criminosos reunir informações e criar abordagens capazes de dar aparência de legitimidade às negociações.
A polícia também identificou o uso de contas bancárias de terceiros para receber e movimentar o dinheiro obtido com os golpes. Análises realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Capitais da PCDF apontaram uma movimentação de aproximadamente R$ 200 mil em contas relacionadas ao esquema investigado.
Polícia investiga outras vítimas
No decorrer das diligências, a PCDF encontrou indícios da existência de outras vítimas e golpes semelhantes praticados em diferentes estados. Os elementos reunidos levaram aos cinco investigados localizados em Várzea Grande e Ponta Grossa.
A Operação Alter Ego foi deflagrada para aprofundar a investigação, recolher materiais que possam ajudar a identificar outras operações financeiras e impedir a movimentação de recursos relacionados aos crimes.
Além das cinco prisões preventivas e das cinco buscas, a Justiça autorizou medidas de bloqueio e sequestro de valores. Os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um e o avanço das investigações, pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.
