Polícia Civil mira grupo suspeito de vender dados sigilosos de autoridades do DF
30 julho 2026 às 14h50

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Por Cintia Ferreira
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), uma operação contra um grupo suspeito de comercializar dados pessoais sigilosos obtidos por meio de acessos irregulares a bases de dados governamentais e privadas. A ação cumpriu quatro mandados de prisão, seis de busca e apreensão e bloqueou R$ 2 milhões em bens dos investigados. Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1 milhão e incluía informações de altas autoridades do Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária, além das buscas realizadas nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
De acordo com a PCDF, entre maio de 2023 e junho de 2024, o grupo recebeu mais de 18 milhões de solicitações de acesso a dados restritos. O sistema utilizado pelos investigados contava com mais de 45 mil usuários cadastrados, que realizavam pagamentos pelos acessos por meio de transferências via PIX.
As investigações apontam que a organização disponibilizava informações sigilosas obtidas de forma ilegal, incluindo dados cadastrais da Receita Federal, registros de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), informações de veículos, processos judiciais e sistemas corporativos de órgãos de segurança pública.
A identidade das autoridades do Distrito Federal que tiveram dados acessados não foi divulgada pela Polícia Civil.
Os investigados poderão responder por diversos crimes relacionados à invasão de sistemas, acesso indevido e comercialização de dados sigilosos. Somadas, as penas podem chegar a 46 anos de prisão, caso haja condenação.
