O desaparecimento de 36 coletes balísticos pertencentes ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) levou à prisão temporária de três suspeitos durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A investigação apura como os equipamentos de proteção, armazenados em uma unidade pública na Asa Norte, foram retirados do local e qual teria sido o destino do material.

Além das três prisões, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Distrito Federal e em municípios do Entorno. As ações ocorreram em Santa Maria, São Sebastião, Riacho Fundo I e Recanto das Emas, no DF, além de Novo Gama e Águas Lindas de Goiás.

O caso começou a ser investigado em setembro de 2026, depois que um inventário patrimonial identificou a ausência dos equipamentos no depósito da Unidade de Operação e Logística (ULOG) do Detran-DF, localizado na Asa Norte.

Até o momento, sete dos 36 coletes desaparecidos foram recuperados, enquanto outros 29 ainda não tiveram a localização informada pela polícia.

Equipamentos foram encontrados em diferentes cidades

Os primeiros coletes foram localizados em setembro, quando dois equipamentos pertencentes ao Detran-DF foram apreendidos com terceiros em Santa Maria. Posteriormente, outro colete foi encontrado durante uma ação policial em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal

Em 2 de outubro, mais quatro equipamentos foram recuperados em Vicente Pires, elevando para sete o número de coletes localizados.

O fato de os materiais terem sido encontrados em diferentes regiões passou a integrar a investigação sobre a possível circulação dos bens fora do patrimônio público. A polícia ainda não esclareceu se os equipamentos foram vendidos, repassados ou entregues a terceiros por outros meios.

Uma das principais questões investigadas é como os coletes desapareceram de uma unidade de armazenamento do Detran-DF.A Polícia Civil busca identificar se pessoas que tinham acesso ao depósito participaram da retirada dos equipamentos e se houve envolvimento de outros indivíduos na distribuição do material.

As buscas também tiveram como objetivo recolher documentos, aparelhos celulares e outros elementos que possam ajudar a reconstruir o caminho percorrido pelos coletes.

Até a divulgação das informações, a polícia não havia detalhado a identidade dos três presos nem esclarecido se eles mantinham vínculo profissional com o Detran-DF.

Também não foi informado o valor dos equipamentos desaparecidos.

Destino dos coletes ainda é investigado

Os coletes balísticos são equipamentos de proteção utilizados em atividades que envolvem exposição a riscos. Por isso, a retirada e a circulação desses materiais fora do controle do órgão público levantam questionamentos sobre a segurança e a destinação dos bens.

A investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, e conta com a colaboração do Detran-DF. A operação também teve apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE).

A Polícia Civil pretende esclarecer as circunstâncias do desaparecimento, identificar possíveis outros envolvidos e localizar os 29 equipamentos que ainda não foram recuperados.

As prisões são temporárias e fazem parte da fase investigativa. Os suspeitos ainda não foram condenados, e a responsabilidade de cada um deverá ser apurada ao longo do procedimento.