Suspeito de vender lotes irregulares na região da Estrutural é preso no DF
28 outubro 2026 às 17h20

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente, na nesta quarta-feira (28), um homem investigado por comercializar irregularmente terrenos na região conhecida como Cabeceira do Valo, na Estrutural, no Distrito Federal. A ação faz parte da Operação Possessor Injustus, deflagrada para combater o parcelamento irregular do solo para fins urbanos.
Além da prisão, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outros suspeitos de participação no esquema. Segundo a PCDF, as diligências buscam reunir novas provas e aprofundar as investigações.
De acordo com as apurações, o principal investigado se apresenta como pastor e é suspeito de negociar lotes de forma irregular. Entre os principais compradores estariam moradores da própria região da Estrutural.
Área não pode ser regularizada, alerta Polícia Civil
A PCDF informou que os terrenos investigados não são passíveis de regularização fundiária. Segundo a corporação, o Governo do Distrito Federal (GDF) possui estudos para destinar a área, futuramente, à implantação de um parque ou de outro equipamento público.
Diante desse cenário, a Polícia Civil alerta para os riscos de adquirir terrenos na localidade. A compra de lotes comercializados irregularmente e a construção de imóveis sem autorização podem provocar prejuízos financeiros, incluindo a perda dos valores investidos e a demolição de edificações irregulares.
A corporação ressalta que a aquisição de terrenos nessas condições não garante o direito à regularização futura.
PCDF orienta compradores a verificar situação dos imóveis
A Polícia Civil recomenda que a população não realize pagamentos ou investimentos em terrenos sem antes verificar a situação jurídica e urbanística dos imóveis junto aos órgãos competentes.
Segundo a corporação, a operação busca combater a ocupação irregular do solo, proteger a ordem urbanística e evitar prejuízos à população, especialmente a famílias que procuram adquirir a casa própria e podem ser induzidas a comprar terrenos sem possibilidade de regularização.
A investigação continua para apurar a participação dos demais suspeitos no esquema.
