Golpistas usam nome de piloto preso para tentar aplicar golpe em familiares no DF
06 fevereiro 2026 às 07h50

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Golpistas tentaram se passar pelo piloto e empresário Pedro Turra, de 19 anos, para tentar obter dinheiro da família nesta quinta-feira (5). As mensagens foram enviadas por WhatsApp e simulavam uma conversa feita de dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
O material foi encaminhado pelos advogados do piloto. Pedro Turra está preso desde a última sexta-feira (30) e é investigado por agredir um adolescente de 16 anos, em janeiro, no Distrito Federal. A vítima permanece internada em coma.
No print da conversa, o número usado pelos golpistas aparece cadastrado como empresa no WhatsApp há cerca de um mês. O contato afirma ser o próprio Pedro Turra e diz que estaria usando o celular de outra pessoa por poucos minutos.
Em uma das mensagens, o golpista escreve: “Eu desci para o presídio. Preciso comprar um celular, não dou conta de ficar sem celular nesse lugar.” Em outro trecho, afirma que teria conseguido acesso ao telefone por tempo limitado: “A pessoa deixou eu usar o celular só cinco minutos.”
A conversa segue com a informação de que alguém estaria vendendo um aparelho por R$ 8.500. Logo depois, o suspeito envia dados bancários em nome de uma mulher e promete devolver o dinheiro à mãe após sair da prisão, pedindo em seguida a foto do comprovante da transferência.
Ainda tentando manter a farsa, o golpista questiona: “Tem previsão para eu sair desse lugar?”
A família desconfiou do conteúdo das mensagens e não realizou nenhum pagamento.
Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória da Papuda, em cela individual, separado dos demais internos. A Justiça do Distrito Federal manteve essa condição nesta semana. A defesa entrou com pedido de habeas corpus.
Relembre
No dia 23 de janeiro, Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga. Inicialmente, a defesa informou que a confusão teria começado após o piloto jogar um chiclete mascado. Posteriormente, foi dito que ciúmes envolvendo uma ex-companheira podem ter motivado a agressão. O caso segue sob investigação.
Pedro chegou a ser preso e liberado após pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Ele foi desligado da temporada 2026 da Fórmula Delta, categoria escola, e voltou a ser preso preventivamente na última sexta-feira (30).
Ao todo, quatro ocorrências envolvendo o piloto são apuradas pela Polícia Civil, incluindo agressões e uma denúncia relacionada a fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade.
