A candidata a deputada estadual Joscilene do Mangão (Agir) apresentou, durante a campanha eleitoral deste ano, propostas para ampliar programas de assistência social, segurança alimentar e saúde em Goiás. As medidas são inspiradas em ações realizadas em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, quando ela comandou a Secretaria Municipal de Promoção Social, e têm como justificativa facilitar o acesso de famílias vulneráveis a alimentos, vacinação e serviços públicos.

Entre as iniciativas está o Pão Nosso Goiás, que pretende reunir governo, produtores rurais, comerciantes, empresas e organizações da sociedade civil para arrecadar e distribuir alimentos em diferentes regiões do estado.

O modelo tem como referência uma ação desenvolvida em Novo Gama. No município, doações eram encaminhadas a um ponto de atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), onde famílias cadastradas podiam receber produtos básicos, como arroz, feijão, açúcar e óleo.

Outra proposta é a Vacina Solidária. O projeto prevê a identificação e a busca ativa de famílias com doses atrasadas, inclusive por meio de visitas domiciliares, para incentivar a atualização da carteira de vacinação.

Joscilene também defende a implantação estadual do programa Adote uma Família. Pela proposta, empresas, igrejas e voluntários poderiam oferecer auxílio a pessoas em situação de vulnerabilidade, com acompanhamento da rede pública de assistência social.

Para os municípios do Entorno, a candidata promete defender o reforço das equipes e da estrutura dos postos de atendimento social. Segundo ela, a ampliação permitiria atender mais famílias que dependem desses serviços. “Eu já vi isso funcionar aqui em Novo Gama, mudando a vida de milhares de famílias. Agora quero levar para o Estado inteiro”, afirmou.

Apesar de apresentar os objetivos gerais das iniciativas, o material divulgado pela candidata não informa quanto os programas custariam, quais seriam as fontes de recursos nem os critérios para selecionar os beneficiários e as entidades parceiras. A execução das medidas dependeria da aprovação de projetos, da previsão de verbas no orçamento estadual e da adesão do governo e dos municípios.