Garçom e comparsa são presos suspeitos de matar catador de recicláveis com 40 facadas no DF
10 julho 2026 às 10h00

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Por Cintia Ferreira
Dois homens foram presos na manhã desta sexta-feira (10) suspeitos de assassinar um jovem de 24 anos com 40 facadas, em São Sebastião, no Distrito Federal. O crime ocorreu em julho de 2023 e teve como vítima um catador de recicláveis. As prisões foram realizadas durante a Operação Lábris, deflagrada pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
De acordo com a investigação, os suspeitos encurralaram a vítima nos fundos de uma residência e a atacaram sem possibilidade de defesa. O laudo pericial apontou que o jovem foi atingido por 40 golpes de faca, concentrados em regiões vitais, como crânio, pescoço e tórax. A perícia também identificou ferimentos nos braços e nas mãos, indicando que ele tentou se defender antes de morrer.
Segundo a PCDF, exames toxicológicos mostraram que a vítima estava sob efeito de álcool, cocaína e maconha no momento da abordagem, condição que teria reduzido sua capacidade de reação.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara do Tribunal do Júri de São Sebastião e cumpridos nas residências dos investigados, localizadas no Morro da Cruz.
Um dos presos tem 25 anos e trabalhava como garçom. Conforme a Polícia Civil, ele não possuía antecedentes criminais registrados antes do homicídio. O segundo investigado, de 26 anos, é apontado pela corporação como de alta periculosidade. Ele possui condenações definitivas por roubos e corrupção de menores que somam 11 anos e seis meses de prisão.
Ainda segundo a investigação, o homem havia obtido progressão para o regime domiciliar em 22 de junho deste ano, menos de um mês antes da operação policial que resultou em sua nova prisão.
Testemunha ameaçada
As investigações também apontaram que, dias após o homicídio, os dois suspeitos abordaram a principal testemunha ocular do crime em via pública e fizeram ameaças de morte. Conforme a Polícia Civil, eles afirmaram que a testemunha seria “o próximo” caso prestasse depoimento às autoridades.
A corporação informou ainda que os investigados teriam criado álibis falsos de forma premeditada para tentar desviar o foco das investigações.
Operação Lábris
O nome da Operação Lábris faz referência ao termo grego que designa um machado de lâmina dupla. Segundo a Polícia Civil, a escolha está relacionada ao objeto que teria motivado desavenças anteriores entre a vítima e os investigados antes do homicídio.
Com a prisão dos suspeitos, a PCDF informou que busca garantir a segurança das testemunhas e concluir a fase de investigação. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para o início da ação penal perante o Tribunal do Júri de São Sebastião.
