A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta sexta-feira (7), a Operação Kitsune para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar o chamado golpe do falso advogado. A ação é conduzida pela 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires, e resultou no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, sendo três temporárias e uma preventiva.

As investigações foram desenvolvidas a partir de três inquéritos distintos, que identificaram grupos criminosos diferentes, mas com o mesmo modo de atuação. Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal e em cidades dos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão.

Na capital paulista, policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão e um de prisão. A operação também alcançou os municípios de Cubatão e São Vicente, em São Paulo, além de Parnaíba (PI) e Santana do Maranhão (MA). A ação foi realizada em duas etapas, entre quinta-feira (6) e esta sexta-feira (7), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

Segundo a PCDF, os investigados acessavam informações públicas de processos judiciais disponíveis nos sistemas eletrônicos dos tribunais para identificar dados das partes e dos advogados responsáveis pelas ações.

Com essas informações, os criminosos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp, se passando pelos advogados ou por funcionários dos escritórios. Durante a conversa, informavam falsamente que a ação havia sido vencida e que havia valores a serem liberados.

Em seguida, exigiam o pagamento antecipado de supostas custas processuais, tributos, honorários complementares ou outras taxas inexistentes para que o dinheiro fosse liberado. Convencidas da fraude, as vítimas realizavam transferências via PIX para contas controladas pela organização.

Após o recebimento dos valores, os suspeitos encerravam o contato e distribuíam rapidamente o dinheiro entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento.

As investigações também identificaram integrantes responsáveis pela abordagem das vítimas, operadores financeiros encarregados da movimentação dos recursos e pessoas que forneciam contas bancárias utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

A PCDF orienta que qualquer pessoa que receba mensagens informando sobre valores judiciais a receber confirme a informação diretamente com seu advogado ou com o escritório responsável pelo processo. A corporação reforça que não devem ser realizados pagamentos antecipados solicitados por aplicativos de mensagens ou por terceiros sem a devida confirmação.