A campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal deve continuar normalmente enquanto a Justiça Eleitoral não der uma decisão definitiva sobre a candidatura. A avaliação é do presidente do PSD-DF, Paulo Octávio, após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) rejeitar, por unanimidade, o registro de Arruda.

A decisão foi tomada na quinta-feira (3). O relator do processo, desembargador Guilherme Pupe, reconheceu a inelegibilidade do ex-governador com base em condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora. Os demais integrantes da Corte acompanharam o voto.

A principal discussão no processo envolve o momento a partir do qual deve ser contado o prazo de inelegibilidade.

A defesa de Arruda argumenta que o prazo deveria ser contado a partir da condenação de 2014, o que permitiria que ele disputasse as eleições de 2026. Já o Ministério Público Eleitoral sustenta que a contagem deve considerar uma condenação de 2018, o que manteria o ex-governador inelegível até dezembro de 2030.

Após o julgamento, Paulo Octávio afirmou que recebeu a decisão com surpresa, mas ressaltou que o partido vai aguardar o resultado dos recursos. “A gente aceita e entende a decisão, mas recorremos”, afirmou.

A defesa de Arruda já havia preparado o recurso antes mesmo do julgamento, justamente para o caso de o registro ser rejeitado pelo TRE-DF.