O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), em entrevista coletiva, criticou as falas e movimentações do advogado Gustavo Rocha e vice da governadora Celina Leão (PP) em relação à disputa eleitoral. Arruda afirmou que não tem a mesma influência atribuída a Rocha e questionou declarações sobre uma possível impugnação de sua candidatura pela Justiça Eleitoral. “Eu Não tenho influência que o Gustavo tem para antever no resultado. Ele está dizendo que o próprio TRE aqui vai me impugnar. Eu respeito a Justiça, inclusive quando a Justiça decide contra os meus interesses. Como aconteceu centenas de vezes nesses 16 anos”, lembra Arruda.

Na sequência, Arruda questionou o motivo de permanecer afastado da política há 16 anos e comparou sua situação com acusações envolvendo outros políticos. O ex-governador e candidato ao GDF, também citou episódios relacionados a recursos financeiros e mencionou o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o empresário Daniel Vorcaro. “Eu queria só que vocês avaliassem, o seguinte gente: por que que eu estou afastado há 16 anos? Por que eu recebi R$ 20 mil dois anos antes de ser governador declarados no Imposto de Renda. Vocês já imaginaram se eu tivesse comprado uma vaca de ouro de R$ 500 mil em sociedade com a empresa de ônibus, eu ia ter prisão perpétua”, pontuou e emendou: “Vocês já imaginaram que o meu vice-governador tivesse recebido R$ 6 milhões do Vorcaro e ainda fosse escolhido para ser o vice da chapa oficial, e ele fez isso junto com o filho do Ibaneis. Todos vocês sabem, eu não estou falando nenhuma novidade.”

Arruda também direcionou críticas à governadora Celina Leão. Ele afirmou que um processo envolvendo a operação Drácon, que apura suspeitas de desvios na área da saúde, enquanto Celina era deputada distrital e presidia a CLDF, não teria avançado enquanto processos contra ele seriam retomados em períodos eleitorais. “A Celina, o processo dela da Drácon, que é de desvio de R$ 30 milhões na saúde, está na gaveta, não julgam. O meu, chega época de eleição, sai correndo da gaveta. Tem mato nesse coelho, gente, ou tem coelho nesse mato. Não é possível”, desabafa.

O candidato do PSD afirmou ainda acreditar que sua candidatura será analisada e validada pela Justiça Eleitoral. Arruda disse que eventual vitória nas urnas dependerá exclusivamente dos eleitores. “Vão querer continuar me tirando no tapetão? Eu não creio. Eu confio na Justiça. E, se Deus quiser, ou no TRE ou no TSE, a minha candidatura será validada”, argumenta.

“Eu não estou dizendo que vou ganhar eleição não. Quem vai definir é o eleitor. O eleitor é quem tem que definir. Quando você tira do eleitor o poder de decisão, o poder de escolha, isso tem um nome: antidemocrático”, conclui Arruda.